Presença de Ceni no Maracanã ainda é uma incógnita

O goleiro-artilheiro segue em tratamento intensivo do pequeno estiramento na panturrilha da perna direita

Alfredo Luís Filho, Jornal da Tarde

10 de outubro de 2007 | 19h14

Uma pergunta segue sem resposta no São Paulo: Rogério Ceni enfrentará o Fluminense, sábado, no Maracanã? O goleiro-artilheiro segue em tratamento intensivo do pequeno estiramento na panturrilha da perna direita sofrido ainda no primeiro tempo do clássico de domingo, contra o Corinthians. Corre contra o tempo para não desfalcar o líder do Brasileiro e jogar a "bomba" na mão do jovem Fabiano, de apenas 19 anos, que sequer estreou pelo clube - Bosco cumprirá o último jogo da suspensão pelo STJD. Apesar de o departamento médico estipular um prazo de 10 a 15 dias para o retorno do capitão, todos sabem muito bem como é o empenho de Ceni quando é preciso se recuperar de uma contusão. O goleiro não gosta nem um pouco de ficar fora de qualquer jogo que seja. Tanto que na temporada desfalcou a equipe apenas uma vez - contra o Marília, no Campeonato Paulista, por causa de três cartões amarelos. "Ainda bem que não foi tão sério. Ele é importante por ser um ídolo, o capitão do time e o batedor de faltas. Mas também surpreende na recuperação. E ele está em forma, fininho, em um dos melhores momentos da carreira. Tudo isso ajuda", torce o técnico Muricy Ramalho. O treinador lembra que mesmo lesionado, Rogério Ceni fez questão de permanecer em campo até o fim da partida contra o Corinthians. Portanto, na avaliação do técnico, a lesão não prejudicaria o desempenho do atleta. "Às vezes, a lesão acontece em um músculo que nem é tão exigido pelo atleta. Tem jogador que entra em campo lesionado e não muda em nada. Mas claro que isso depende de atleta para atleta. Pelo que eu conheço dele, não vai se entregar enquanto tiver possibilidade de jogar. É um cara que se cuida demais", diz Muricy. O otimismo do chefe, porém, não é o mesmo do departamento médico, que segue cauteloso quanto à recuperação de Ceni para enfrentar o Fluminense. "Esse é um músculo importante, sim", disse o médico e superintendente Marco Aurélio Cunha. "E ele deu sorte por pegar um músculo lateral da panturrilha. Se pegasse a região principal, a recuperação demoraria de 30 a 40 dias", emendou. "De qualquer maneira, teremos que esperar até sexta-feira. Nem precisará ser feito um exame. Só no papo e uma simples avaliação será possível perceber se ele terá ou não condições", garante Cunha. Até lá, o capitão seguirá a rotina de fisioterapia no Reffis, a base de ultra-som, corrente elétrica, gelo e analgésico. Tudo para aliviar a dor. Tudo para não abandonar o líder.

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