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Presidente Aidar admite São Paulo com dificuldade financeira

'Não tenho dúvida de que vai terminar com déficit. Só não termina se vendermos dois ou três jogadores com valor expressivo', explica

GONÇALO JUNIOR, O Estado de S. Paulo

25 de agosto de 2014 | 08h29

Embora o São Paulo tenha conquistado quatro vitórias seguidas no Campeonato Brasileiro, alcançando a vice-liderança, a situação financeira do clube é preocupante. De acordo com o presidente tricolor Carlos Miguel Aidar, a equipe vai terminar o ano com déficit financeiro. A única saída seria negociar algum jogador. "Não tenho dúvida de que vai terminar com déficit. Só não termina se vendermos dois ou três jogadores com valor expressivo", afirmou.

O dirigente negou atraso nos salários do técnico Muricy Ramalho, como noticiaram alguns veículos no final de semana. "Eu tinha certeza de que o salário estava a par. Mas fui tirar a dúvida. Cheguei ao vestiário e perguntei ao Muricy. Ele disse que não, que está tudo em dia", afirmou o presidente na noite deste domingo, depois da partida contra o Santos, no Morumbi.

Um dos problemas enfrentados pelo São Paulo é a falta de um patrocínio master. Após a saída da Semp Toshiba, a equipe vem estampando as marcas de campanhas institucionais no uniforme, como AACD e Criança Esperança. "É difícil fechar um acordo em agosto porque as empresas já têm os orçamentos votados. Na hora que fizermos um contrato, não deixarei que ele acabe no meio do ano, mas apenas em 31 de dezembro, para que no fim do ano possamos iniciar negociações", afirmou Aidar.

O dirigente revelou que o clube pode trocar o seu fornecedor de material esportivo antes do término do contrato. "Estamos desenvolvendo uma negociação com um fornecedor de material esportivo. Temos contrato com a Penalty até dezembro de 2015, mas ela admite sair antes. Em razão disso, conversamos com Puma, Adidas e Under Armour", revelou.

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