Presidente da AFA é suspeito de lavagem de dinheiro

Grondona teria utilizado clube no Uruguai para realizar negócios ilícitos como lavagem de dinheiro

19 de outubro de 2007 | 13h57

A Direção de Inteligência da Argentina investiga, no Uruguai, supostas manobras de lavagem de dinheiro ligadas ao presidente da Associação do Futebol Argentino (AFA), Julio Grondona - que deve ser novamente reeleito -, e um ex-dirigente do clube uruguaio Deportivo Colonia, como informou, nesta sexta-feira, o jornal Republica.   As investigações trabalham com a hipótese de lavagem de dinheiro, tendo Grondona como coordenação da operação, que envolveria 17 empresas, quase todas sociedades anônimas. Como diz o relatório ao qual o jornal diz ter tido acesso, "são inúmeras as irregularidades cometidas por este dirigente, entre as quais contam-se pressões a juízes, revendas de entradas, fraude em eleições, suspensões forçadas de partidas, tratos e acordos pessoas pouco confiáveis, etc".   Além de Grondona, pessoas de sua família são investigadas, enfraquecendo o dirigente em seu país, já que constantemente é cobrado para reestruturar o futebol argentino. Já seu possível cúmplice, Daniel Gorosito, que foi dirigente do clube uruguaio, tem antecedentes na Argentina por fraude, drogas e roubo de veículos. Ele preside atualmente o clube Real Arroyo Seco, fundado em 2004 em Rosário, Santa Fé, e conta com uma equipe composta por jogadores argentinos, uruguaios e brasileiros.

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