Werther Santana/AE
Werther Santana/AE

Presidente da CBF abre as portas da seleção brasileira para Ronaldinho

Para Marin, atleta que jogar bom futebol e tiver espírito de seleção, poderá ter uma chance

Almir Leite, O Estado de S. Paulo

29 de agosto de 2012 | 14h32

SÃO PAULO - Ainda não é um sinal verde, mas o bom desempenho de Ronaldinho Gaúcho defendendo o Atlético-MG pode reabrir as portas da seleção brasileira para o meia. Essa possibilidade foi admitida nesta terça-feira pelo presidente da CBF, José Maria Marin, até então um ferrenho crítico do jogador, por sua falta de interesse - embora jamais tenha dito claramente que partiu dele o veto a convocações de Ronaldinho.

"As portas da CBF (e da seleção) estão aberta para todo mundo'', disse Marin, para em seguida ressaltar que, sob sua gestão, os jogadores convocados mudaram o comportamento. "Hoje, a mentalidade é outra. Acima de tudo o atleta tem de sentir orgulho de estar na seleção e não se comportar como quem está fazendo um favor ao torcedor."

Para Marin, atleta que jogar bom futebol e tiver espírito de seleção, poderá ter uma chance. "Minha par te é administrativa, não sou eu quem convoca. Eu delego poderes, mas cobro com responsabilidade."

Em entrevista durante visita à AACD, quando doou material da CBF para ser vendido e leiloado pela entidade, o dirigente voltou a repetir que aprovou a convocação feita por Mano Menezes para os amistosos contra África do Sul e China. "Foram jogadores que todos esperavam. Pediam o Ramirez e o Daniel Alves e eles estão na seleção."

O presidente da CBF considera os dois amistosos "parte da caminhada'' que o Brasil está fazendo para ter um "ótima seleção" em 2014. Elogiou Mano Menezes, disse outra vez que não pensa em mudança no comando e considerou como positivo o fato de a seleção ter finalmente encontrado uma base. "Um ou outro jogador pode ser inserido, claro, mas a base é essa."

Questionado sobre se Paulo Henrique Ganso mostrou o "espírito de seleção'' que ele apregoa durante a Olimpíada de Londres - o me ia por vezes mostrou-se apático durante os treinamentos -, Marin defendeu o santista. "Ele é um grande atleta e com certeza logo voltará a ser um grande jogador. Também fui jogador e sei que, depois de uma contusão grave, a confiança não é a mesma, demora um pouco. Mas conversei com o Ganso, percebi nele vontade e alegria de estar na seleção. Tenho certeza de que será um dos nossos jogadores em 2014.''

PEDIDOS EMBARAÇOSOS

José Maria Marin revelou que, no contato com as crianças da AACD, recebeu alguns pedidos, mas, principalmente, apelos para que o técnico da seleção seja trocado. "Mas isso acontece em todo lugar que eu vou. Até na igreja me pedem para mexer no técnico", disse, sorrindo.

Questionado sobre qual treinador as crianças demonstraram preferência, Marin disse preferir não revelar. "Nosso técnico é o Mano Menezes", afirmou, olhando para a mulher, Neusa, também presente à visita, como quem pedisse aprovação nas palavras. Neusa reforçou, mas acrescentou. "Por enquanto é o Mano."

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