Presidente da CBF descarta técnico estrangeiro no comando do Brasil

O sucesso de técnicos estrangeiros como o espanhol Pepe Guardiola, que transformou o Barcelona num dos maiores times da história, e o português José Mourinho, que comandou estrelas internacionais no Chelsea e Real Madrid, é motivo de admiração dos dirigentes brasileiros, mas não a ponto de cogitá-los para comandar o Brasil na campanha da Copa do Mundo de 2014.

Reuters

21 de agosto de 2012 | 19h20

Depois da perda do ouro olímpico em Londres na decisão com o México, surgiram cobranças sobre o técnico Mano Menezes e debates sobre a preparação do Brasil para o Mundial que será realizada no país.

O futuro do treinador também foi questionado e surgiram nomes de potenciais substitutos, como Luiz Felipe Scolari e Muricy Ramalho.

O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, disse à Reuters que a ideia de um técnico estrangeiro está descartada.

"Vou ser muito franco: temos muitos bons técnicos aqui no Brasil e acho muito difícil um estrangeiro... para ser sincero é praticamente impossível na minha gestão", afirmou ele, que assumiu o comando da CBF este ano e fica no cargo pelo menos até 2015.

"Conquistamos os cinco títulos com os nossos e eu ainda confio plenamente nos nossos. O Guardiola é um ótimo técnico", acrescentou.

Marin cogita, no entanto, um maior intercâmbio entre os técnicos nacionais e dos treinadores brasileiros com estrangeiros. "Sou favorável a isso, um intercâmbio, trocar ideias", afirmou.

"Pretendo, por exemplo, fazer um encontro, um seminário para trocar ideias como (Carlos Alberto) Parreira, (Paulo) Autuori e outros para mostrar suas experiências à frente da seleção", disse o presidente da CBF. O brasileiro Autuori treinou a seleção peruana.

A troca de experiências com técnicos que vêm fazendo sucesso no exterior é vista com bons olhos pelo ministro do Esporte, Aldo Rebelo. Embora tenha uma posição nacionalista e aposte ainda nos brasileiros conduzindo a seleção nacional, ele acredita que treinadores estrangeiros têm muito a ensinar aos brasileiros em termos de tática e estratégia, marcas de Mourinho e Guardiola.

"Não sei se o problema está aí em buscar um técnico estrangeiro, mas devemos aprender com Mourinho e Guardiola e observar como montam seus times e suas estratégias", declarou o ministro.

"Temos bons treinadores, inclusive o da seleção brasileira. Ele é bom, competente e dedicado", completou.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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