Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

Presidente da CBF não comenta protesto, mas se propõe a conversar

Movimento Bom Senso FC tem página no Facebook e já conta com mais de 10 mil seguidores

PAULO FAVERO e SILVIO BARSETTI, O Estado de S. Paulo

26 de setembro de 2013 | 07h37

O presidente da CBF, José Maria Marin, reafirmou ontem que só se manifestará sobre o movimento dos jogadores contra o calendário do futebol brasileiro para 2014 depois de receber oficialmente um comunicado sobre o assunto. De acordo com a assessoria de imprensa da entidade, Marin está disposto a conversar com os atletas a respeito deste e de outros temas que sejam incluídos na pauta.

Ao contrário do que era praxe na CBF quando presidida por Ricardo Teixeira, questões polêmicas que tenham relação com a entidade atualmente podem ser comentadas eventualmente por outros dirigentes. Com Teixeira, a ordem nesses casos era de silêncio completo até que ele próprio se posicionasse.

Já Marco Polo Del Nero, presidente da Federação Paulista de Futebol e braço direito de Marin na CBF, viajou para o Taiti para acompanhar a Copa do Mundo de Futebol de Areia. Ele também não comentou o episódio envolvendo os jogadores, mas no site da entidade foi divulgada uma nota afirmando que a FPF “está à disposição para o diálogo com os jogadores e clubes, assim como mantém boa conversa com o Sindicato dos Atletas.” O argumento usado é que o calendário não é ideal porque será ano de Copa no Brasil. “Por isso será necessário o sacrifício de todos os envolvidos: confederações, federações, clubes e atletas”, continua o comunicado.

Por sua vez, os jogadores estão se articulando para aumentar a adesão ao movimento, não somente entre estrelas do futebol – Seedorf, Fred, Ronaldinho Gaúcho e Ganso, por exemplo, não assinam o documento – e também com a opinião pública.

O movimento, intitulado de Bom Senso FC, criou uma página no Facebook e já conta com mais de 10 mil seguidores em apenas três dias de existência. Na próxima semana, alguns atletas devem se reunir para definir os representantes do grupo e tentar agendar reunião com a CBF. / COLABOROU VÍTOR MARQUES

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