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Presidente da Conmebol evita prever punição por racismo

Eugenio Figueiredo confirma julgamento contra o Real Garcilaso por 'caso Tinga'

Paulo Favero, O Estado de S. Paulo

18 de fevereiro de 2014 | 12h57

FLORIANÓPOLIS - O presidente da Conmebol, Eugenio Figueiredo, afirmou nesta terça-feira que o tribunal disciplinar da entidade irá julgar os atos de racismo praticados por torcedores do Real Garcilaso contra o volante brasileiro Tinga, que foi vítima de discriminação durante o jogo de estreia do Cruzeiro nesta Copa Libertadores, na última quarta, no Peru. O dirigente uruguaio, porém, preferiu não prever punição e disse que a mesma, se ocorrer, não é de sua responsabilidade.

"Foi feita uma denúncia e repassamos para o tribunal disciplinar da Conmebol. É uma decisão que não cabe a mim", afirmou Figueiredo, em Florianópolis (SC), durante realização de seminário promovido pela Fifa que conta com técnicos e representantes das seleções que disputarão a Copa do Mundo de 2014.

O mandatário, que assumiu a presidência da Conmebol no ano passado, substituindo Nicolás Leoz, também destacou nesta terça que a entidade passou a prever em seu estatuto punições disciplinares para casos de racismo. Entretanto, deixou a impressão de que considera o Real Garcilaso "vítima" do comportamento da sua própria torcida.

"Temos que condenar os atos de racismo, mas isso foi feito pela torcida, e não por um jogador dentro de campo. Isso não existe só no mundo do futebol, é uma coisa da sociedade, mas temos de condenar", enfatizou o dirigente.

Na última sexta-feira, a Conmebol informou que abriria investigação preliminar para apurar as manifestações de racismo contra Tinga, após receber a queixa formal do Cruzeiro, no dia anterior. A CBF, por sua vez, pediu pela exclusão do Real Garcilaso da Libertadores, depois de o volante do Cruzeiro ter sido alvo de gestos racistas e ouvido sons de torcedores imitando macacos.

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