Abedin Taherkenareh/EFE
Abedin Taherkenareh/EFE

Presidente da DFB se diz 'completamente desapontado', mas respalda Joachim Löw

Com o contrato válido até a Copa de 2022, no Catar, técnico campeão em 2014 entra em xeque após derrota e eliminação

O Estado de S.Paulo

28 Junho 2018 | 08h49

Com um contrato com a seleção alemã que vai até a Copa de 2022, no Catar, Joachim Löw terá inevitavelmente o seu trabalho colocado em xeque após a surpreendente eliminação do time nacional na primeira fase do Mundial da Rússia, que acabou sendo selada com uma decepcionante derrota por 2 a 0 para a Coreia do Sul, nesta quarta-feira, em Kazan, pela rodada final da Grupo F da competição.

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Ao comentar o revés histórico, pois o país não caía em um estágio inicial de Copa do Mundo desde 1938, o presidente da Federação Alemã de Futebol (DFB, na sigla em alemão), Reinhard Grindel, admitiu que ele e todos os membros da delegação da entidade que foram até a Rússia estão "completamente desapontados", assim como qualificou a queda precoce no grande torneio como uma "decepção sem limites".

Entretanto, o dirigente fez questão de respaldar o trabalho de Löw, que está no comando da seleção desde 2006, quando assumiu o lugar de Jürgen Klinsmann logo depois da disputa da Copa do Mundo daquele ano, em solo alemão. De lá para cá, levou a Alemanha ao vice-campeonato europeu em 2008 e ao terceiro lugar na Copa de 2010, antes de faturar o título mundial de 2014 e a Copa das Confederações de 2017.

E ao ser questionado sobre o futuro do técnico depois deste grande revés na Rússia, Grindel destacou que não é ele que tem de falar sobre o desempenho de Löw e dos jogadores. "Não é tarefa do presidente analisar o que deu errado. Essa não é a minha função", disse o dirigente, atribuindo esta responsabilidade aos membros da direção esportiva da DFB. "Cabe a eles explicar o que aconteceu e vamos tirar nossas conclusões a partir disso", reforçou.

 

O dirigente ainda enfatizou que os membros da DFB "sempre souberam que haveria uma fase de reconstrução depois desta Copa do Mundo, independentemente de quão bem a seleção fosse" na competição. E ele negou que apenas o título do Mundial de 2014, no Brasil, tenha motivado o acerto de um contrato de longo prazo para o técnico já visando a sua permanência até 2022.

"O conselho presidencial e eu sempre sentimos que Joachim Löw é a pessoa certa para fazer isso (liderar este processo de reconstrução). Isso não é necessariamente devido ao seu sucesso em 2014, mas mais por causa do que ele fez com uma equipe jovem na Copa das Confederações de 2017. É por isso que decidimos estender seu contrato até 2022 antes do torneio (na Rússia). Eu ainda sou dessa opinião e não ouvi nada de diferente de qualquer outro membro do conselho presidencial", finalizou Grindel, que agora precisará começar a "juntar os cacos" que se espalharam nos gramados russos com a vexatória eliminação no Mundial.

 

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