Presidente da FA pede renúncia imediata de Blatter após prisões

Um dos maiores críticos da atual gestão da Fifa, o presidente da Associação de Futebol da Inglaterra (FA, na sigla em inglês), Greg Dyke, pediu a renúncia imediata do suíço Joseph Blatter, nesta quarta-feira, na esteira do escândalo que abalou a Fifa com a prisão de sete dirigentes acusados de corrupção.

Estadão Conteúdo

28 de maio de 2015 | 00h06

Dyke rebateu as declarações de Blatter, via comunicado oficial, de que a entidade pode recuperar a confiança do esporte ao aumentar os esforços para acabar com a corrupção no futebol. "Blatter soltou uma nota dizendo que agora é o momento de reconstruir a confiança na Fifa. Não há como reconstruir esta confiança na Fifa enquanto Sepp Blatter estiver lá", criticou o dirigente inglês.

"Sepp Blatter precisa ir embora. Ou ele renuncia, ou fica sem votos na eleição ou temos que encontrar um terceiro caminho [para tirá-lo do cargo]", reforçou o presidente da FA, uma das entidades mais críticas à gestão do suíço, principalmente depois das denúncias de corrupção no processo de escolha das sedes das Copas do Mundo de 2018 e 2022.

"Acho que chegou o momento em que o dano causado à Fifa é tão grande que é impossível reconstruir a confiança nela enquanto Blatter está lá. Então a Uefa tem que forçá-lo a deixar o cargo", declarou Dyke, que não conta com o apoio da Uefa em seus objetivos.

Em comunicado oficial, a Uefa pediu apenas que as eleições presidenciais da Fifa, marcadas para esta sexta-feira, sejam adiadas em ao menos seis meses. Blatter busca seu quinto mandato consecutivo à frente da Fifa no Congresso que será realizado em Zurique nesta quinta e sexta-feira.

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