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Presidente da Federação Gaúcha quer rodadas da Copa Sul-Minas-Rio em junho

Competição terá apenas cinco datas no calendário de 2016

Marcio Dolzan, O Estado de S. Paulo

26 Janeiro 2016 | 18h19

A Copa Sul-Minas-Rio começa nesta quarta-feira e, mesmo prevendo apenas cinco datas, poderá terminar apenas em junho. Essa foi a sugestão levantada nesta terça-feira pelo presidente da Federação Gaúcha de Futebol (FGF), Francisco Novelletto, durante almoço com os presidentes do Internacional, Vitorio Piffero, e do Grêmio, Romildo Bolzan Jr. A ideia é que as rodadas finais sejam realizadas durante a parada para a Copa América.

A realização da Copa Sul-Minas-Rio foi vetada pela CBF na segunda-feira. A entidade vinha tentando demonstrar neutralidade, mas, por pressão da Federação de Futebol do Rio (FERJ), acabou emitindo resolução proibindo a competição em 2016. O principal argumento para isso é que, por não estar inserido no calendário oficial do futebol brasileiro, o torneio entre clubes da liga acabaria sobrepondo datas.

A possível solução foi levantada por Novelletto. A Copa América do Centenário será disputada nos Estados Unidos entre 3 e 26 de junho, e até lá os Estaduais já estarão encerrados - o calendário oficial da CBF estabelece o dia 8 de maio para o término dos regionais. Assim, não haveria problemas de datas para a Copa Sul-Minas-Rio.

"A princípio gostaram da ideia, mas eles (Inter e Grêmio) precisam levar para os demais clubes da liga para ser votado em assembleia", disse Novelletto. O cartola gaúcho declarou inclusive que já propôs essa alternativa à CBF.

"É ruim para todos nós o enfrentamento. O melhor (a se fazer) é um bom acerto. Eu passei a ideia para a CBF também. Eles são duros na queda, mas pedi para refletirem, que todos sairão ganhando", declarou Novelletto.

O dirigente liberou o quadro de árbitros da FGF para a primeira rodada da Copa Sul-Minas-Rio, mas disse que, ao menos por ora, não irá autorizar os árbitros gaúchos para as demais rodadas. "Só para amanhã (rodada inicial), a não ser que saia um acordão. Não posso desacatar normas impostas pela CBF. Disse aos dois presidentes (Piffero e Bolzan) que, infelizmente, não posso dar apoio por uma questão de hierarquia."

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