Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90
Alberto Pizzoli/AFP
Alberto Pizzoli/AFP

Presidente da Federação Italiana diz não querer ser o 'coveiro' do futebol no país

Gabriele Gravina se posicionou a favor da retomada das competições na Itália

Redação, O Estado de S.Paulo

20 de abril de 2020 | 13h20

O presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC), Gabriele Gravina, externou sua opinião em relação ao término da temporada 2019/20 do Campeonato Italiano. A competição se encontra suspensa desde o dia 9 de março por conta da pandemia do novo coronavírus (covid-19) e o dirigente não pretende ser o “coveiro” do futebol da Itália.

"O que eu peço é que o futebol seja visto como um movimento de impacto econômico do nosso país, assim como outros setores. O Comitê Científico de Medicina da FIGC estabeleceu um protocolo e está seguindo. Ele foi enviado para o Ministério do Esporte e garante (teste) negativo de um grupo fechado de atletas, não entendo as preocupações", disse o presidente da federação, em entrevista à emissora italiana Rai. "Ressalto que o único esporte profissional, que até este momento, foi suspenso definitivamente, é o basquete. O futebol move 5 bilhões de euros e parar agora seria um desastre", acrescentou.

Gravina ainda afirmou que passa por “momentos dramáticos” em sua vida profissional por conta da tentativa de sustentar o futebol nacional através da retomada da competição em condições seguras. Segundo o presidente, abandonar o torneio “implicaria em responsabilidades enormes”, que ele não quer sustentar.

"Uma decisão deste tipo implica em enormes responsabilidades. Eu não posso ser o coveiro do futebol italiano. Defendo o futebol e não entendo essa resistência, que não quer começar com todas as garantias possíveis uma reorganização do movimento esportivo", explicou o mandatário, que concluiu. “Anular a temporada é uma responsabilidade que deixo ao governo. Receberia a decisão com mais alívio. Dá para imaginar o drama que estou vivendo nestas semanas, em ter que defender, de forma quase isolada, minha batalha para seguir (o campeonato)”.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.