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Presidente da federação russa de futebol é destituído do cargo

Ministro do Esporte deve assumir lugar vago por Nikolai Tolstykh

Estadão Conteúdo

31 de maio de 2015 | 12h05

Enquanto se prepara para organizar a Copa do Mundo de daqui a três anos, a Rússia vive uma crise política e institucional no seu futebol. Neste domingo, o congresso da União Russa de Futebol (RFU) votou pela saída do presidente Nikolai Tolstykh, retirado do cargo por 235 dos eleitores. Outros 196 o apoiaram na eleição deste domingo.

A tendência é que o ministro dos Esportes da Rússia, Vitaly Mutko, assuma o cargo deixado por Tolstykh. Seria uma forma de o governo do presidente Vladimir Putin controlar a federação indiretamente, uma vez que a Fifa proíbe ingerência política de governos nacionais sobre seus associados - a Indonésia foi suspensa por isso no sábado.

A crise na RFU, à primeira vista, não tem qualquer relação com o escândalo de corrupção na Fifa. Tolstykh tem sido criticado pela sua atuação como presidente da entidade. Aceitou pagar estimados 7 milhões de euros ao ano para o técnico italiano Fabio Capello, mas não tem como quitar tais vencimentos - em fevereiro, o treinador disse que estava há sete meses sem receber.

No campo, a seleção russa vai mal. Até se classificou para a Copa do Mundo do ano passado, mas voltou do Brasil eliminada na fase de grupos. Nos últimos oito jogos oficiais, a Rússia ganhou apenas um. Até que novas eleições sejam realizadas, o presidente da RFU é Nikita Simonyan, um ex-jogador da seleção da União Soviética de 88 anos.

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