Presidente da Fifa aprova a dissolução do G-14

Joseph Blatter diz que grupo dos principais clubes da Europa nunca 'fez parte da família do futebol'

Efe,

31 de janeiro de 2008 | 11h10

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, que discursará nesta quinta-feira no 32.º Congresso Ordinário da Uefa, se mostrou muito satisfeito com a dissolução do G-14, o grupo dos quatorze principais clubes da Europa, que, segundo ele, "não fez parte da família" do futebol e "chantageava com ameaças" de levar questões aos tribunais. Blatter elogiou a recente assinatura do compromisso entre Fifa, Uefa e as equipes, que prevê o fim do G-14 e sua transformação na Associação Européia de Clubes. O acordo estabelece ainda o pagamento de indenizações por parte das federações nacionais às equipes que cederem seus jogadores para seleções, em troca da retirada das reivindicações apresentadas pelos clubes. O presidente da Fifa também elogiou o trabalho de Michel Platini à frente da Uefa, "o membro mais importante da Fifa devido à força de seus clubes", e disse que "é muito importante para ela ter à frente um homem como Platini, que entende de futebol", antes de evitar entrar na polêmica sobre a sede da Eurocopa de 2012. "Não quero falar sobre Polônia e Ucrânia, é um problema da Uefa", disse Blatter, que apoiou o trabalho da África do Sul para organizar a Copa do Mundo de 2010. Segundo Blatter, "toda a África está por trás do projeto". "Conversei com Jacob Zumo, presidente do Congresso Nacional Africano (CNA) - partido do Governo da África do Sul -, e com o ex-presidente sul-africano, Frederik William de Klerk. Concordamos com que os problemas no país estão identificados e serão resolvidos", disse. Joseph Blatter é um dos participantes do Congresso da Uefa que começou nesta manhã no Centro Internacional Hypo Expo de Zagreb, sob a presidência de Michel Platini, que acaba de completar um ano como presidente da Uefa. Platini informará aos delegados sobre o primeiro ano de sua gestão, os preparativos para a Eurocopa 2008, que será realizada em junho na Áustria e Suíça, e sobre o orçamento até 2013, além de submeter à análise a ampliação da Eurocopa para 24 seleções.

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