Kim Kyung-Hoon/Reuters
Kim Kyung-Hoon/Reuters

Presidente da Fifa confirma uso do árbitro de vídeo na Copa do Mundo de 2018

Gianni Infantino diz que resultados até o momento são 'muito positivos'

Estadão Conteúdo

26 de abril de 2017 | 17h10

O presidente da Fifa, o suíço Gianni Infantino, confirmou nesta quarta-feira que a Copa do Mundo da Rússia, no próximo ano, vai utilizar árbitros de vídeo para analisar jogadas duvidosas. O dirigente anunciou a novidade durante o congresso da Conmebol, em Santiago, no Chile. Será a primeira vez em que a principal competição de futebol terá o auxílio tecnológico para os lances.

"No Mundial de 2018 vamos ter árbitro de vídeo porque até agora os resultados são muito positivos", disse Gianni Infantino durante o discurso no encontro. "Não é possível que, em 2017, quase todo mundo no estádio ou em casa veja em segundos se o árbitro cometeu um erro e o único que não possa ver seja o árbitro", completou o dirigente.

O primeiro torneio da Fifa em que o auxílio tecnológico foi testado foi o Mundial de Clubes, no último ano, disputado no Japão. Na semifinal do torneio, entre Kashima Antlers, time local, e Atlético Nacional, da Colômbia, o árbitro húngaro Viktor Kassai deu um pênalti para a equipe asiática após rever o lance em um televisor instalado ao lado do campo.

Gianni Infantino está na presidência da Fifa desde fevereiro do ano passado e defendeu a utilização da tecnologia durante a sua fala em Santiago como medida para definir jogadas duvidosas que possam ser decisivas nas partidas como gols duvidosos, pênaltis ou erros sobre quem foi o autor de uma determinada falta.

Na Copa do Mundo no Brasil, em 2014, a novidade no auxílio à arbitragem foi a tecnologia da linha do gol (TLG). Caso a bola ultrapasse a linha e entre no gol, um chip instalado dentro dela emite um sinal ao relógio do árbitro para avisar que houve gol. A ocasião que inaugurou a modernidade foi na partida entre França e Honduras, no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, e o juiz no duelo foi o brasileiro Sandro Meira Ricci.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.