REUTERS/Jorge Silva
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Presidente da Fifa diz que Catar definirá se Copa de 2022 terá 48 seleções

Infantino afirma que comitê organizador vai decidir a quantidade de seleções aumentará para o próximo Mundial

O Estado de S.Paulo

04 Junho 2018 | 20h09

Zurique - O presidente da Fifa, Gianni Infantino, disse nesta segunda-feira que caberá ao comitê organizador do Catar decidir se a Copa do Mundo de 2022 continuará com 32 seleções ou será ampliada para 48.

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A declaração foi dada porque a Fifa aprovou previamente apenas para 2026 a ampliação do torneio para 48 seleções. No entanto, havia cogitado já antecipar esse novo formato para o Mundial após a disputa na Rússia.

"Existe um contrato com eles. Foi concedido ao Catar o Mundial com 32 equipe. Se não houver possibilidade de adaptar para 48, não podemos fazer nada. Os contratos estão aí para serem respeitados", afirmou o mandatário em coletiva de imprensa que aconteceu em Zurique, na Suíça.

O dirigente viaja nos próximos dias para Moscou, onde haverá um congresso de conselheiros da Fifa. Entre os assuntos que serão discutidos, há a proposta da Conmebol para que a Copa do Catar seja ampliada.

 

"Para mim, o que os membros decidirem estará bem. Acredito que a proposta da Conmebol é interessante e deve ser estudada. Mas isso envolve também ter mais sedes, mais estádios, mais transporte e quem pode responder se há a possibilidade dessa ampliação é o Catar", acrescentou.

O congresso da Fifa acontecerá no próximo dia 13 em Moscou e também definirá qual será a sede da Copa do Mundo de 2026. Estão oficialmente na disputa Marrocos e uma parceria entre Canadá, Estados Unidos e México.

Infantino tentou deixar claro que não será apenas a questão financeira que definirá a próxima sede. Em uma projeção feita pelas duas candidaturas, a sede tripla tem a expectativa de faturar US$ 14,3 bilhões com a Copa, enquanto que Marrocos espera ganhar US$ 7,2 bilhões.

"O dinheiro é um dos elementos, mas não é o único elemento. O que nosso conselho tem que garantir é que a escolha seja feita de maneira objetiva, da maneira mais clara possível, avaliando os prós e contras de cada candidatura", afirmou.

 

 

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