Presidente da Fifa diz que Copa de 2018 não pertence à Europa

Joseph Blatter endurece discurso e pretende respeitar sistema de rodízio entre continentes

28 de julho de 2007 | 09h30

Contando com o apoio das federações de fora do continente europeu, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, disse, neste sábado, em Jacarta, na Indonésia, que a Copa do Mundo de 2018 não deve acontecer na Europa, como esperado.   Para Blatter, o rodízio praticado entre os continentes deve respeitar o fato de que existem três américas, e uma. Assim, a Copa do Mundo de 2014 seria da América do Sul [possivelmente no Brasil], e a competição de 2018 deveria pertencer à América do Norte ou Central, já que a Europa foi sede no ano passado, na Alemanha.   "Quando se utiliza a rotação, a próxima confederação deve ser a América do Norte ou a CONCACAF (América Central), a não ser que não exista tal divisão. Tal decisão ainda está sendo estudada e a discussão sobre o que fazer certamente será interessante", disse Blatter.   A atitude do presidente da Fifa é uma resposta às tentativas da UEFA, hoje presidida pelo ex-jogador francês, Michel Platini, de sediar a Copa do Mundo a cada três rotações. "A Europa pensa que são privilegiados e que devem ter a Copa do Mundo, mesmo na rotação, a cada três edições, mas por quê? Não existe uma regra escrita que determine isto. Outras confederações já mostraram que podem organizar a competição", indagou o presidente da principal entidade do futebol.   A Copa de 2010 acontecerá na África do Sul e 2014 já está nas mãos do Brasil. Já a Copa do Mundo de 2018 deveria pertencer a uma das Américas (Norte ou Central) ou Ásia. A decisão sobre qual continente irá sediar a principal competição de futebol do mundo acontece no mês de outubro deste ano.   Simulação   Crítico da atitude antidesportiva, Joseph Blatter confessou que pensa em criar uma regra para jogadores que simularem contusões. "Uma boa idéia para acabar com este problema é a expulsão do atleta por cinco minutos, mas para isto seria necessário pessoas para monitorar o tempo", disse o presidente da Fifa, que concluiu: "Esta idéia será proposta à International Board [comitê da Fifa que tem a capacidade de mudar as regras do jogo] no começo de março do ano que vem".

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