Presidente da FPF rebate acusações

Nesta quarta-feira, a sede da Federação Paulista de Futebol foi o centro das atenções em mais um dia de repercussão do escândalo da arbitragem. E de lá, o presidente da entidade, Marco Polo del Nero, pegou pesado ao rebater as declarações do ex-árbitro Edílson Pereira de Carvalho sobre uma suposta pressão da FPF para que juízes fabricassem resultados em partidas do Paulistão. ?Em nenhum momento, ele (Edílson) citou qualquer participação da Federação nos depoimentos dados na Polícia Federal. Só porque está sendo processado por perdas e danos, partiu agora para o ataque. Daqui a pouco, é capaz de dizer que só abriu a boca porque foi forçado pela polícia. Ele não é santinho, não! É bandido! E lugar de bandido é na prisão?, disparou Marco Polo del Nero.Se a indignação do presidente da FPF já era grande desde a revelação do esquema de fabricação de resultados no Campeonato Brasileiro, o sentimento só piorou desde terça-feira, quando o ex-árbitro disse que recebia telefonemas da Federação Paulista pedindo para que alguns jogos fossem ?vistos com bons olhos?.?É uma maneira que ele está encontrando para tentar fugir. Vou formalizar uma queixa-crime contra ele. Quero tirar tudo o que ele tiver para cobrir o prejuízo que produziu no futebol paulista e brasileiro. Isso é banditismo?, afirmou o presidente da FPF.Marco Polo del Nero revelou ter se encontrado com Edílson por ?duas ou três vezes?. Uma delas foi durante a pré-temporada feita pelos árbitros; e outra aconteceu durante uma solenidade na sede da FPF para a entrega do escudo da Fifa a alguns árbitros.Se depender da vontade do presidente da FPF, Edílson será obrigado a bancar as despesas que a entidade terá de arcar caso seja acionada pelo Procon, por torcedores que se sentiram lesados. ?A Federação não prejudicou ninguém, os clubes não prejudicaram ninguém, os jogadores não prejudicaram ninguém. O único que prejudicou foi o Edílson. É safado. Ele e a quadrilha dele têm de ser os responsáveis?, avisou Marco Polo del Nero.

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