Epitacio Pessoa/AE
Epitacio Pessoa/AE

Presidente da FPF vê atitude da torcida do Palmeiras passível de punição

Marco Polo Del Nero também espera por dias melhores para a equipe alviverde em 2011

ALAN RAFAEL VILLAVERDE, estadão.com.br

29 de novembro de 2010 | 20h21

SÃO PAULO - O presidente da Federação Paulista de Futebol, Marco Polo Del Nero, mostrou insatisfação com a atitude de alguns torcedores do Palmeiras durante a derrota por 2 a 1 para o Fluminense no último domingo, na Arena Barueri, válida pela penúltima rodada do Campeonato Brasileiro.

Para Del Nero, os torcedores que arremessaram as garrafas de água em direção ao goleiro do Palmeiras, Deola, para que ele não defendesse os chutes dos jogadores do Fluminense, são passíveis de punição. "O Ministério Público está aí, e isto é passível de punição, sim. Não foi uma atitude legal".

Sobre a polêmica que tomou conta do Brasileirão, com torcedores pedindo para suas respectivas equipes prejudicarem rivais, o presidente da FPF preferiu não entrar em detalhes, apenas dizendo que vê com bons olhos a disputa entre Fluminense, Corinthians e Cruzeiro pelo título. "O futebol [no Campeonato Brasileiro] está bonito de se ver. Está muito competitivo, com três equipes na disputa até a última rodada."

Fórmula. O Campeonato Paulista passará a contar com oito clubes classificados para um sistema de mata-mata na fase final. Essa fórmula de disputa voltou a entrar em pauta por conta da polêmica no Brasileirão, que é disputado por pontos corridos. Ao ser indagado sobre qual fórmula é a melhor, Marco Polo Del Nero preferiu não cravar qual é a sua preferência. "Eu diria que 50% dos torcedores gostam do mata-mata, a outra metade do sistema de pontos corridos. Então não há um consenso. No Paulista somos obrigados a ter o mata-mata por causa do calendário."

Palmeiras. Torcedor confesso da equipe alviverde, Del Nero disse que espera que o clube possa, após as eleições para a presidência, em janeiro de 2011, recuperar o caminho das vitórias. "Eu não conheço o dia a dia do Palmeiras, mas espero que o clube possa se recuperar", disse o dirigente, que procurou eximir o atual presidente, Luiz Gonzaga Belluzzo, se qualquer culpa. "Em tese ele é um homem de bem, mas a sorte não sorriu para ele. Agora, precisa ver o legado que a administração dele deixará".

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