Presidente da França absolve Zidane da expulsão na final

O presidente da França, Jacques Chirac, absolveu Zinedine Zidane de uma eventual culpa pela derrota da seleção nacional para a Itália na decisão da Copa do Mundo. O meia foi expulso aos quatro minutos do segundo tempo da prorrogação pelo árbitro argentino Horacio Elizondo ao acertar uma cabeçada no peito do zagueiro italiano Materazzi. "Expresso toda a estima que tenho a um homem que encarnou os melhores valores do esporte e as melhores qualidades humanas que se podem imaginar. Ele foi uma honra para o esporte francês e para o país", disse Chirac à emissora de TV TF-1. O presidente também se disse satisfeito com o trabalho realizado pelos vice-campeões mundiais em gramados alemães. "Não vou consolá-los, mas simplesmente dizer que os admiro e os estimo. Não devem ter motivos para ficar tristes. Fizeram algo extraordinário, que fez vibrar toda a França. Devem estar orgulhosos pelo que fizeram." Quem também minimizou a expulsão de Zidane foi o ex-jogador brasileiro Carlos Alberto Torres, capitão do tricampeonato mundial em 1970, no México. "Qual dos grandes jogadores do mundo não cometeu erros?", perguntou, em entrevista à Globonews. "Infelizmente aconteceu em uma partida em que havia uma grande expectativa sobre sua atuação porque ele havia anunciado que seria a última de sua carreira", complementou. A expulsão deste domingo foi a 12ª da carreira profissional de Zidane. Foram três pelo Bordeaux, cinco pela Juventus, de Turim, duas pelo Real Madrid e duas pela seleção francesa. O cartão vermelho mais marcante recebido por Zidane, até este domingo, era o da partida entre Juventus e Hamburgo, pela Liga dos Campeões de 2000. Na ocasião, a cabeçada no alemão Kientz lhe rendeu cinco jogos de suspensão, punição imposta pelo Comitê Disciplinar da Uefa.

Agencia Estado,

09 Julho 2006 | 19h08

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