Giorgio Benvenuti /Reuters
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Presidente da Juventus é suspenso por um ano por venda de ingressos a organizada

Andrea Agnelli foi acusado de participar de um esquema ilegal

Estadão Conteúdo

25 de setembro de 2017 | 15h26

O presidente da Juventus, Andrea Agnelli, foi suspenso por um ano pela Federação Italiano de Futebol (FIGC) nesta segunda-feira. O dirigente foi acusado de participar de um esquema de venda ilegal de ingressos para torcedores organizados do clube, que são considerados perigosos.

Segundo a FIGC, Agnelli autorizou a venda de ingressos para partidas e carnês para a temporada a integrantes de uma organizada da Juventus. Ele próprio admitiu ter se encontrado com Rocco Dominello, líder desta torcida que é ligado à 'Ndrangheta, máfia localizada na Calábria, e que já foi sentenciado a oito anos de prisão.

"Sabedores da decisão de hoje do Tribunal Nacional da FIGC, os advogados da Juventus anunciaram a apelação à Corte de Apelação da FIGC pela plena convicção de seus próprios bons argumentos", anunciou a Juventus em nota. "O clube também manifesta sua satisfação porque a decisão de hoje, apesar de banir o presidente e outras pessoas envolvidas, excluiu a possibilidade de representação (do clube) no crime organizado."

Promotor da federação, Giuseppe Pecoraro também disse que apelará contra a decisão, mas em busca de uma pena mais dura. Ele havia pedido dois anos e meio de suspensão a Agnelli, uma multa e a ordem para que a Juventus jogasse suas duas próximas partidas em casa com portões fechados.

"Eu estou parcialmente satisfeito porque nós conseguimos provar a culpa de todos, mas os fatos são tão sérios que eu acho que eles deveriam ser punidos mais duramente", disse Pecoraro à agência de notícias Ansa. "O julgamento de outra corte seria útil, levando em conta que os recursos vindo da venda de ingressos foram para uma organização criminosa, e isso é muito sério."

Além de Agnelli, o diretor de segurança da Juventus, Alessandro D'Angelo, foi banido do futebol por 15 meses, enquanto o diretor de ingressos, Stefano Merulla, e o ex-diretor de marketing, Francesco Calvo, receberam um ano de suspensão. Cada um deles ainda terá que pagar uma multa de 20 mil euros (cerca de R$ 74,6 mil), enquanto o clube foi multado em 300 mil euros (cerca de R$ 1,12 milhão).

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