Paul Hanna/ Reuters
Paul Hanna/ Reuters

Presidente da Liga Espanhola se opõe à criação de Superliga Europeia: "Parece uma piada"

Javier Tebas afirma ainda que faltam 490 milhões de euros para clubes terminarem temporada na Espanha

Redação, O Estado de S.Paulo

14 de novembro de 2020 | 18h17

O presidente da Liga Espanhola (La Liga), Javier Tebas, participou nesta semana de um evento do jornal madrilenho Marca com figuras importantes do futebol.

Tebas fez avaliações sobre o futuro dos clubes espanhóis, como eles estão lidando com a crise financeiro proveniente da pandemia de covid-19 e não perdeu a oportunidade de cutucar a criação da Superliga Europeia.

Sobre a possibilidade dos clubes se juntarem para criar uma nova competição, que envolveria os grandes clubes do continente, o presidente da Liga Espanhola disse que vê a situação como uma piada.

"A Superliga continua sendo clandestina, menos de 30 segundos depois de uma coletiva de imprensa de Josep Maria Bartomeu (ex-presidente do Barcelona), que saiu dizendo ter assinado alguns documentos. A Superliga me parece uma piada. É impossível que aconteça esse torneio com as grandes ligas europeis se posicionando contrariamente", disse Tebas.

O presidente entende ser muito arriscado para os clubes colocar a perder as garantias financeiras que suas respectivas ligas e competições da UEFA oferecem.

"Deveriam chamá-la de Liga Interplanetária, pois ela é tão incrível que deve aparecer um time de Marte para disputá-la. É impossível que os grandes clubes que podem competir ponham em risco o que LaLiga e a Liga dos Campeões oferecem. Teriam de encontrar um fundo de 12 bilhões de euros. Quando Bartomeu contou a situação, o presidente de um clube me disse: 'Javier, eu não estava nesse bar'", contou Tebas.

Avaliando as condições financeiras das equipes espanholas, Tebas disse que é necessário arrecadar aproximadamente 490 milhões de euros (na cotação atual, cerca de R$ 3 bilhões) para conseguir fechar as contas ao término da temporada.

"Foi feito um exercício de redução salarial. Se tínhamos previsto aportar 45% de bilheteria, já não será assim. Os mais afetados são Valencia, Barcelona e Real Madrid", explicou o presidente da LaLiga.

O presidente ainda rebateu críticas sobre a falta de contratações nesta temporada do campeonato espanhol e disse que outras ligas europeias estão em situação pior que a espanhola: "(Os clubes) Estão tentando equilibrar receita com despesa."

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