Eduardo Carmim/Photo Premium/Gazeta Press
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Presidente da Ponte condena vandalismo e diz que Rodrigo foi infantil em expulsão

Equipe de Campinas foi rebaixada após derrota de virada para o Vitória, por 3 a 2

Estadão Conteúdo

26 Novembro 2017 | 20h58

O presidente da Ponte Preta, Vanderlei Pereira, fez uma pronunciamento oficial na sala de imprensa, na noite deste domingo, cerca de 15 minutos após o término da partida em que o time paulista perdeu para o Vitória, por 3 a 2, de virada, pela 37.ª rodada do Campeonato Brasileiro. O jogo foi paralisado aos 37 minutos do segundo tempo, quando houve invasão de campo por um grupo de torcedores.

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Pereira considerou a infantil a expulsão do zagueiro Rodrigo, ocorrida aos 20 minutos do primeiro tempo, quando a Ponte vencia o adversário por 2 a 0, e condenou os atos de vandalismo provocado por um grupo de torcedores, que poderiam ter gerado uma tragédia dentro do estádio Moisés Lucarelli.

"A expulsão do Rodrigo foi infantil. Por que ele vai fazer aquilo? (empurrou o atacante Tréllez). A gente estava na frente no placar, com 2 a 0, e com o jogo na mão. Infelizmente isso nos atrapalhou dentro de campo", enfatizou o dirigente.

O mandatário da Ponte Preta também falou sobre o futuro do clube, agora matematicamente rebaixado para a Série B. "Todas as decisões sobre a Série B e sobre a temporada 2018, nós vamos tomar depois do dia 3 dezembro, quando acaba a competição. Vamos analisar tudo com calma e promover as mudanças que sejam necessárias", garantiu Vanderlei Pereira.

O presidente da Ponte Preta também agradeceu à presença da torcida, mas lamentou os atos de violência proporcionados por parte dela. "Agradeço aos ponte-pretanos verdadeiros, que vieram, aplaudiram e nos apoiaram. Mas não concordo com os atos de vandalismo que vão rodar pelo mundo afora. Poderia ter ocorrido alguma morte ou algo parecido. Atos de violência nós não toleramos. Tínhamos no estádio muitas crianças que vão ficar com para sempre com estas imagens negativas na memória", complementou.

A direção da equipe alvinegra de Campinas não se opôs ao final do jogo, determinado pela arbitragem após 40 minutos de paralisação. A alegação foi a falta de segurança por parte da Polícia Militar. O regulamento prevê que após os 30 minutos do segundo tempo, prevalece o placar no caso de 3 a 2.

Nenhum jogador deu entrevistas após o confronto mas, segundo a assessoria de imprensa do clube, todos estavam muito assustado com tudo que ocorreu em campo. A Ponte Preta deverá ser punida severamente pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) devido ao tumulto e os efeitos irão valer para a Série B de 2018.

Na última rodada da Série A, o time campineiro apenas cumprirá tabela contra o Vasco, no Rio de Janeiro. Agora com 39 pontos, a Ponte está em penúltimo lugar no Brasileirão.

Apesar de toda a confusão, o comando da Polícia Militar comunicou a prisão apenas de três torcedores e ter dois policiais feridos levemente. Perto de 200 policiais estavam no trabalho e ao final do jogo foi pedido auxílio da Tropa de Choque e da Cavalaria, que deram respaldo no lado de fora do estádio. Os torcedores foram dispersados rapidamente.

ELEIÇÃO

O rebaixamento do clube ponte-pretano ocorreu um dia antes da eleição do Conselho Deliberativo, marcado para esta segunda-feira, entre às 10h e às 16h, nas dependências do estádio.

Só existe a chapa de situação (Sempre Ponte Preta) registrada e o próprio Vanderlei Pereira é o nome cotado para a reeleição. Em 15 dias, haverá uma nova reunião com os conselheiros eleitos para a eleição da diretoria executiva.

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