Presidente da Suíça pede transparência à Fifa em denúncias de corrupção

Calmy-Rey cobrou seriedade de Blatter frente às denúncias que envolvem entidade

AE, Agência Estado

31 de maio de 2011 | 17h57

ZURIQUE - Micheline Calmy-Rey, presidente da Suíça, onde está sediada a Fifa, cobrou nesta terça-feira maior transparência e esforço contra a corrupção à maior entidade do futebol mundial.

Calmy-Rey pediu ao seu compatriota Joseph Blatter e aos 208 delegados nacionais que "levem a sério as muitas críticas sobre corrupção" na Fifa, em sua declaração na abertura do congresso da entidade, em Zurique. Os delegados participarão da eleição desta quarta, que deverá confirmar o quarto mandato seguido de Blatter à frente da entidade.

Preocupada com as denúncias de corrupção, a presidente disse que a Fifa "é importante para a Suíça", mas deve reformar sua administração. Sede de outras entidades esportivas, o governo suíço está revisando leis comerciais que dão isenções especiais a estas instituições.

A eleição para a presidência da Fifa está sendo marcada por diversos escândalos, provavelmente os maiores nos 107 anos da entidade. Único candidato inscrito para enfrentar Joseph Blatter, Mohamed Bin Hammam desistiu de participar da disputa pouco antes de ser suspenso por oferecer suborno em troca de votos a dirigentes caribenhos.

Ainda nos últimos dias, foi divulgado um e-mail no qual o secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, escrevia não entender porque Bin Hammam havia se candidatado à presidência da entidade. "Ele pensou que pode comprar a Fifa como eles compraram a WC (Copa do Mundo)", escreveu, referindo-se à influência do catariano na escolha de seu país para sediar a Copa do Mundo de 2022. Depois, porém, ele minimizou a declaração.

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