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Presidente da Uefa teme fim de clubes pela crise financeira

Michel Platini afirma que Europa tem que lutar contra a extinção de tradicionais equipes do continente

EFE,

16 de março de 2009 | 18h01

O ex-jogador francês Michel Platini, presidente da Uefa, disse temer que a atual crise financeira acabe com alguns tradicionais clubes do velho continente.

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"O futebol é fiel reflexo da sociedade, tanto nas coisas boas como nas ruins. Se o mundo está em crise, é lógico que também estamos. Nosso desafio é lutar para superar isso", comentou o dirigente ao jornal espanhol Mundo Deportivo.

Segundo Platini, a Uefa está trabalhando em duas frentes para tentar evitar o abismo econômico entre muitos clubes europeus: proibir a transferência de jogadores com menos de 18 anos e determinar o uso de atletas formados nas categorias de base.

"Com isso, tentaremos equilibrar as equipes. Para mim a grande diferença atual é a potência dos elencos. É aí que está o dinheiro. Não podemos limitar o salário das equipes em geral, mas controlar os orçamentos daquelas que disputam nossas competições", disse.

Contudo, ele acha que as federações de cada país devem zelar para impedir esta "loucura atual" de investimentos em jogadores e treinadores, que podem levar um clube "à ruína".

Platini ainda avaliou a regra que estabelece quintetos de arbitragem em vez dos trios atuais, proposta por ele e já testada em um Europeu Sub-19 na Eslovênia, em outubro. Por isso, não acha necessária a introdução de um chip na bola para verificar se ela cruzou a linha.

Sobre a Liga dos Campeões, ele não "teme" uma final entre dois clubes ingleses, já que há quatro representantes do país nas quartas-de-final. Platini reconheceu não ter um favorito ao título e afirmou que, se tivesse, não diria.

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