Paulo Fernandes / vasco.com.br
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Presidente diz que invasão no treino do Vasco foi manifestação política

"Da forma que foi, acho que essa manifestação é minimamente estranha", disse Alexandre Campello

Estadão Conteúdo

04 Maio 2018 | 14h30

A invasão de torcedores vascaínos na manhã desta sexta-feira para protestar contra o time fez com que o presidente do clube, Alexandre Campello, concedesse entrevista coletiva. Campello diz que a manifestação foi política e considerou o episódio "minimamente estranho".

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"Acho que o assunto deixou de ser o jogo e passou a ser essa manifestação da torcida", considerou. "Temos uma equipe que tem se mostrado competitiva e terminou 2017 na Libertadores. Chegou à final do Carioca, não vencendo por alguma interferência de arbitragem, ao meu ver. Acho que isso pode ser, sim, algum motivo de insatisfação da torcida, mas da forma que foi, acho que essa manifestação é minimamente estranha", completou o mandatário.

Ele revelou que sabia que haveria algum tipo de protesto da torcida, incluindo uma possível invasão no treino vascaíno, e, por isso, diz ter organizado um esquema de segurança que, no entanto, não foi capaz de conter os invasores, que arrombaram uma porta da loja oficial do clube.

"Sabia que alguns grupos estavam se organizando, marcando ponto de encontro. Tomei o cuidado de conversar com a comissão técnica, pensamos em mudar o local do treinamento, mas devido ao curto tempo poderia comprometer a logística. Tomei o cuidado de pedir para que reforçassem a segurança, tomassem conhecimento do número de acesso e que fosse dada toda a segurança para jogadores e comissão, que a Polícia Militar fosse informada", disse.

Após a invasão, Campello crê que não será difícil para a Polícia identificar quem foram os responsáveis pelo episódio e confirmou que acionará as autoridades para resolver o problema.

"Vou à Polícia para apurar quem são os responsáveis, quem movimentou tudo isso. Existem áudios. Acho que a Polícia tem como buscar os responsáveis por esse fato. E eu tomarei todas as medidas que isso não volte a acontecer", comentou.

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