Bruno Cantini/Divulgação
Bruno Cantini/Divulgação

Presidente do Atlético-MG ataca final do Mineirão e critica CBF

'Conmebol tem de dar uma explicação e a CBF foi muito fraca nessa questão', dispara Kalil

RAPHAEL RAMOS - Enviado Especial, Agência Estado

24 de julho de 2013 | 13h41

BELO HORIZONTE - O presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil, ainda não engoliu o fato de a Conmebol ter vetado o Independência - onde o time ostenta uma série de 38 jogos invicto - e ter levado a final da Libertadores para o Mineirão, estádio onde o time disputou apenas três jogos este ano e perdeu dois deles. Nesta quarta-feira, horas antes da final contra o Olimpia, o dirigente aproveitou uma entrevista coletiva promovida por um dos patrocinadores do torneio para cobrar publicamente o presidente da entidade sul-americana, Eugenio Figueiredo, que estava sentado ao seu lado, e disparar contra a CBF.

"A decisão de levar a decisão para o Mineirão foi unilateral. Não houve normalidade nem critério. Procurei o presidente da Conmebol e me disseram que ele estava na Turquia acompanhando o Mundial Sub-20. Tentei ir na sede da Conmebol e me avisaram que nem adiantava ir porque a decisão já estava tomada. O presidente da Conmebol tem de dar uma explicação e a CBF foi muito fraca nessa questão", afirmou.

Visivelmente constrangido, Figueiredo disse que decidiu levar a decisão para a Mineirão por questões de segurança. "Os clubes têm os seus interesses, mas eu tenho de pensar nas 10 confederações. O presidente da CBF, José Maria Marin, estava internado, me ligou, mas a segurança é prioridade e o Mineirão é um estádio da Copa do Mundo de 2014 que oferece todas as condições para o jogo desta noite. A partida será exibida em 200 países e será a imagem do Brasil para o Mundial de 2014."

A bronca de Kalil é porque o regulamento da Libertadores determina que para receber um jogo de final o estádio tem de ter capacidade para, no mínimo, 40 mil torcedores e, no Defensores Del Chaco, palco do primeiro jogo da decisão, cabem no máximo 32 mil. Como a Conmebol abriu essa brecha para o Olimpia, ele esperava que o mesmo acontecesse com o Atlético-MG. "Fomos recebidos a pedradas lá no Paraguai e os fatos devem ser colocados no seu devido lugar", criticou Kalil.

Perguntado pela reportagem sobre os motivos de o regulamento não ter sido cumprido no primeiro jogo da final, Figueiredo disse que não entendeu a pergunta e, na sequência, encerrou a entrevista coletiva.

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