Reprodução/Galo TV
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Presidente do Atlético-MG detona arbitragem e condena Seneme: 'Gestão horrível'

Sérgio Coelho, ao lado do vice, José Murilo Procópio, dá duras declarações no canal oficial do clube no Youtube e reclama que a equipe mineiro vem sendo prejudicada em sequência na temporada

Redação, Estadão Conteúdo

20 de julho de 2022 | 14h48

O Atlético-MG resolveu declarar guerra contra os homens do apito no Brasil e seu comandante, o ex-árbitro Wilson Luiz Seneme. Nesta quarta-feira, o presidente Sérgio Coelho, ao lado do vice-presidente do clube, José Murilo Procópio, deu duras declarações na Galo TV cobrando mudanças no comando de arbitragem da CBF e reclamando que o time mineiro vem sendo prejudicado em sequência.

O dirigente mineiro está inconformado pelo fato de o Atlético-MG "não estar sendo ouvido" pela Comissão de Arbitragem. A resposta imediata às cobranças do Palmeiras após as falhas contra o São Paulo culminaram com o protesto do clube, que aguarda satisfações da entidade "há algum tempo."

"Quero reforçar que somos pessoas do diálogo, da conciliação e da paz. Só estamos fazendo esta coletiva porque não somos ouvidos pela Comissão de Arbitragem da CBF, a despeito das inúmeras tentativas que fizemos", disse um inconformado Sérgio Coelho. "É lamentável a forma como o presidente da Comissão de Arbitragem da CBF (Wilson Luiz Seneme) tem conduzido sua atuação no órgão. É incompreensível a falta de diálogo com boa parte dos clubes e federações, inclusive com o Galo. A reclamação é geral. No nosso entendimento, o senhor Wilson Seneme está no lugar errado, a sua postura não condiz com o cargo que ocupa", disparou.

O Atlético reclama de pênaltis não marcados contra o São Paulo e o Botafogo e ainda questiona o segundo gol do Flamengo pela Copa do Brasil. No entendimento do clube, não há confirmação de que a bola entrou - o duelo estava 1 a 0 para os cariocas e a decisão das quartas de final indo para pênaltis no Maracanã.

"Nos nossos três últimos jogos (São Paulo, Flamengo e Botafogo) fomos absurdamente prejudicados. E por árbitros que são considerados do Top 5 do futebol brasileiro (Anderson Daronco, Wilton Pereira Sampaio e Raphael Claus). Dois destes estarão na Copa do Mundo", mostrou descontentamento o presidente. "Se não fossem erros de arbitragem, hoje o Atlético-MG teria mais oito pontos na tabela do Brasileirão. Estamos com 31 e nenhum ponto foi conquistado com erro a nosso favor, o que nos orgulha muito", continuou, sem explicar de onde viriam todos, já que o duelo com o Flamengo foi na Copa do Brasil.

Sérgio Coelho revelou que tem ligado com frequência para a CBF e que não consegue conversar com Seneme, o que aumenta ainda mais a bronca e o descontentamento com possível desprezo. Irritado, cobra mudança no comando da arbitragem, reprovando o substituto de Leonardo Gaciba, que assumiu faz três meses apenas.

"Falo pelo celular com qualquer presidente de clube no Brasil, com o presidente da CBF e da Conmebol, mas com o presidente da Comissão de Arbitragem, não consigo falar. Eu e a maioria dos clubes. E que fique bem claro: a arbitragem mudou para muito pior neste ano", detonou. "A gestão da arbitragem brasileira está horrível, a pior dos últimos anos, com árbitros sempre repetidos nas escalas, e outros que estreiam na rodada 18ª do campeonato, por exemplo. São atitudes que demonstram, de forma inequívoca, que a referida Comissão de Arbitragem da CBF está sem rumo e à deriva. Talvez seja preciso que busquemos uma verdadeira liderança para o setor", cobrou.

Além disso, o dirigente mineiro ainda exigiu um posicionamento da entidade sobre as possíveis ameaças de Daronco a Hulk diante do São Paulo, no Mineirão. "Houve uma suposta ameaça do Daronco no Hulk. Até o momento, ninguém veio a público se manifestar sobre o episódio, nem o árbitro, nem a Comissão de Arbitragem da CBF. Seremos incansáveis também na cobrança para que venham se posicionar", enfatizou. "Pior, a despeito da grave suspeita, o árbitro continua a ser escalado em jogos do Brasileirão e Copa do Brasil. Isso é razoável? É aceitável? Não é defender Galo ou Hulk, é defender o futebol brasileiro."

Por fim, Sérgio Coelho descartou as acusações de "choro de perdedor" e prometeu que seguirá reclamando quando o clube se sentir prejudicado. "Contra aqueles que querem nos colocar uma pecha de 'reclamão', vou afirmar em alto e bom tom: nós não ficaremos calados. Seremos incansáveis nas reclamações, sempre que nos sentirmos lesados."

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