Felipe Oliveira / EC Bahia
Felipe Oliveira / EC Bahia

Presidente do Bahia critica atitude do Vitória: 'Saíram de campo covardemente'

Guilherme Bellintani defende o meia Vinicius e diz não conseguir pensar em como será próximo clássico

Estadão Conteúdo

19 de fevereiro de 2018 | 11h50

O conturbado clássico Ba-Vi do último domingo continua repercutindo. As agressões e confusões ocorridas no gramado do Barradão, e que fizeram com que a partida fosse encerrada prematuramente por causa de cinco expulsões do lado do Vitória, foram duramente criticadas pelo presidente do Bahia, Guilherme Bellintani nesta segunda-feira.

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"Dia triste para a gente, para o futebol baiano e brasileiro. É uma sequência de fatos muito pesados, que marcam negativamente o futebol da Bahia e do Brasil. Cabe reflexão dos dois clubes, de todos os atletas", disse em entrevista à ESPN Brasil. "É um fato grave o time se recusar a jogar diante de uma adversidade. Provocaram as expulsões e deixaram o campo de jogo covardemente, honestamente, na minha opinião."

Guilherme se referiu à expulsão final do lado rubro-negro, quando o jovem Bruno Bispo, de 21 anos, claramente provocou um quinto cartão vermelho que obrigou o encerramento do confronto aos 32 minutos do segundo tempo. Antes, Kanu, Rhayner, Denilson e Uillian Correia já haviam sido expulsos.

Destes, os três primeiros receberam cartões vermelhos aos 16 minutos do segundo tempo, na confusão generalizada criada após o gol de Vinícius, que, no momento, deixava o confronto empatado em 1 a 1. Após marcar em cobrança de pênalti, o meia realizou uma dança em frente à torcida adversária, considerada provocativa pelos atletas do Vitória.

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Imediatamente, o goleiro Fernando Miguel interpelou Vinícius e o zagueiro Kanu tomou a mesma decisão, mas agredindo o rival com socos. Rhayner e Denilson foram pelo mesmo caminho e a confusão se instaurou. Como resultado, o árbitro Jailson Macedo Freitas expulsou três atletas rubro-negros e quatro do Bahia, mas apenas dois que estavam em campo: Vinicius e Lucas Fonseca.

"Estamos cientes dos fatos, da responsabilidade do Bahia, mas também de que foi agredido um jogador que foi comemorar um gol. Ele faz a dancinha em todas as partidas, foi uma atitude descabida. Ele não reagiu, pelo contrário, manteve uma postura passiva", comentou Guilherme.

O presidente tricolor reconheceu o erro de Vinícius, mas tirou a responsabilidade do meia. "O Vinícius não é nem de perto responsável pelo que aconteceu. Aceito que ele é a origem, mas tomou dois murros na cara e não reagiu. Se a gente entender que uma dancinha na comemoração dá o direito de os outros jogadores socarem sua cara, é o fim do futebol brasileiro."

Guilherme ainda rechaçou fazer projeções para o restante do Campeonato Baiano e os próximos clássicos a serem disputados. "Não tenho condição de refletir sobre o próximo Ba-Vi, porque não sei nem se o Baiano continua. Qual postura a federação vai ter sobre o time que deixa o campo de forma proposital? Qual postura sobre atletas que se agrediram? Não estou com cabeça no próximo Ba-Vi, primeiro precisamos entender o que queremos do futebol baiano."

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