Albert Gea / Reuters
Albert Gea / Reuters

Presidente do Barcelona diz que Fair Play Financeiro atrapalha renovação de Messi

Argentino está livre no mercado após o fim do contrato com o time catalão

Redação, Estadão Conteúdo

01 de julho de 2021 | 09h51

A partir desta quinta-feira, Lionel Messi está sem contrato com o Barcelona. O craque argentino está sem clube pela primeira vez na carreira e pode acertar com qualquer time do mundo. Apesar disso, o presidente do Barça, Joan Laporta, confia na renovação com o atacante. Segundo ele, o acerto só não saiu ainda por causa das regras de Fair Play Financeiro.

"Queremos que ele fique e Leo quer ficar, está tudo indo bem. Ainda temos que lida com esta questão do Fair Play Financeiro. Estamos em processo de encontrar a melhor solução para ambas as partes", declarou o presidente do clube espanhol, em entrevista à rádio Onda Cero. Os clubes europeus precisam adequar suas finanças anualmente, com receitas superiores aos seus gastos. Simples assim. Não podem gastar mais do que recebem. O Fair Play Financeiro traz lisura, transparência, credibilidade e inibe a lavagem de dinheiro.

Laporta não revelou detalhes sobre a negociação com Messi. Mas o contrato anterior do argentino, assinado em 2017, rendeu ao craque 138 milhões de euros (cerca de R$ 814 milhões) por temporada. O novo vínculo deve contar com um corte de salário para o ídolo, mas as partes não revelam os números. Ações de marketing podem bancar os vencimentos atuais. Por enquanto, tudo está na mesa de negociação.

O clube catalão passa por crise financeira em razão da pandemia e dos gastos excessivos da última gestão, comandada por Josep Maria Bartomeu, a quem Laporta substituiu em março. Quando voltou ao Barcelona, que comandara em outros momentos, o presidente anunciou uma dívida de 1,2 bilhão de euros (R$ 7 bilhões). "As finanças estavam pior do que eu imaginava", declarou. O dirigente afirmou também que a folha de pagamentos do time chegou a 650 milhões de euros. A organizadora do Campeonato Espanhol reduziu o teto salarial do Barça de 671 milhões de euros, na temporada retrasada, para 383 milhões de euros, na última. O teto da nova temporada será anunciado nos próximos dias, o que deve influenciar diretamente na negociação entre Barcelona e Messi.

O acerto, se acontecer, só deverá ser efetivado depois da disputa da Copa América. O atacante está integrado à seleção argentina para a competição no Brasil, que será encerrada no dia 10 deste mês.

Messi assinou seu primeiro contrato profissional com o time espanhol em 2005 e não vestiu a camisa de nenhum outro clube desde então. Até agora são 778 jogos, com 672 gols e 264 assistências. Além disso, conquistou quatro títulos da Ligas dos Campeões da Europa e dez do Campeonato Espanhol, entre outros triunfos - são 33 no total. O argentino chegou a ficar perto de deixar o Barça antes da temporada passada, mas não conseguiu rescindir o seu contrato de maneira amigável. Na época, com o presidente Josep Maria Bartomeu, o argentino esteve próximo do Manchester City, que é treinado pelo espanhol Pep Guardiola, seu ex-treinador no clube espanhol.

Outra questão é o seguro do jogador. Caso Messi se machuque na Copa América no Brasil (ele reclamou do gramado do Engenhão), a Associação de Futebol Argentino (AFA, na sigla em espanhol) terá de arcar com os custos. Por outro lado, o Barcelona não pode vender camisas ou fazer qualquer ação com o craque visando a temporada 2021-2022.

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