Michael Dalder/EFE
Michael Dalder/EFE

Presidente do Bayern admite fraude fiscal de até 27 milhões de euros

Uli Hoeness revelou no início das investigaçãoes que devia apenas '3,5 milhões de euros'

Agência Estado

12 de março de 2014 | 08h57

MUNIQUE - A defesa do presidente do Bayern de Munique, Uli Hoeness, praticamente admitiu nesta quarta-feira que seu cliente está devendo mais do que anunciara inicialmente ao fisco alemão. Segundo estimativa dos investigadores, o dirigente estaria devendo 27,2 milhões de euros.

Hoeness, no entanto, revelara no início da investigação que a dívida seria de apenas 3,5 milhões. Na segunda-feira, o presidente do Bayern reconheceu que os valores poderiam alcançar 18 milhões. Este valor agora poderá subir para 27,2 milhões de euros, de acordo com um novo documento apresentado pela promotoria.

Os advogados de Hoeness confirmaram indiretamente a veracidade deste novo valor ao afirmarem que não contestarão esta nova soma nas próximas sessões do julgamento. O veredicto deve ser anunciado pelo juiz nesta quinta-feira.

Acusado de sonegação, por meio de uma conta aberta em banco suíço, Hoeness se apresentou à Justiça por iniciativa própria no início de 2013, com o objetivo de regularizar a sua situação e evitar uma possível condenação à prisão. Se condenado, ele poderá receber uma sentença de até 10 anos de detenção.

Por causa das acusações que pesam contra ele, o dirigente chegou a colocar o seu cargo à disposição no Bayern, mas os membros do clube o convenceram a seguir na presidência do time no qual chegou a se sagrar campeão europeu como jogador, em 1972. Ele também foi campeão do mundo pela Alemanha, na Copa de 1974, cinco anos antes de se aposentar por causa de problemas crônicos no joelho.

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