Michael Dalder/Reuters
Michael Dalder/Reuters

Presidente do Bayern de Munique admite que cometeu fraude fiscal

Promotoria acusa Uli Hoeness de depositar 33 milhões de euros em uma conta secreta na Suíça e de deixar de pagar 3,5 milhões ao fisco

Agência Estado

10 de março de 2014 | 10h13

BERLIM - O presidente do Bayern de Munique, Uli Hoeness, admitiu nesta segunda-feira que sonegou impostos por meio de um conta aberta em um banco suíço, cujos valores depositados nela não foram declarados. O dirigente confessou a prática ilegal durante julgamento que poderia resultar em sua prisão na Alemanha.

O promotor do caso, Achim von Engel, afirmou ao Tribunal Estadual de Munique que Hoeness sonegou 3,5 milhões de euros em impostos ao ocultar o depósito de 33 milhões de euros em uma conta secreta na Suíça, informou a agência de notícias DPA.

Acusado de sonegação, o dirigente já havia se apresentado por iniciativa própria à Justiça no início de 2013, com o objetivo de regularizar a sua situação e evitar uma possível condenação à prisão. Se condenado, ele poderá receber uma sentença de até 10 anos de detenção. O sistema judicial alemão, porém, não admite que alguém se declare culpado com a intenção de reduzir a sua pena.

Ao denunciar a si próprio, Hoeness, que também é coproprietário de uma fábrica de salsichas em Nuremberg, tentou evita, sem sucesso, que o seu caso fosse julgado no tribunal. Caso a corte de Munique aceite a autodenúncia como válida, ele poderá apenas ser punido com uma multa. "Soneguei impostos", admitiu o dirigente, no início do seu julgamento, reconhecendo que a sua confissão "pode não mudar nada" para resolver a sua situação.

Entretanto, Hoeness disse que agora está feliz porque todos os detalhes do seu caso foram "transparentemente colocados na mesa". "Lamento profundamente o meu delito. Farei tudo o que for necessário para assegurar que esse capítulo deprimente da minha vida seja encerrado", ressaltou.

Para evitar a própria prisão, o dirigente também apelou ao fato de que já doou milhões de euros para a caridade. "Não sou um parasita social", enfatizou Hoeness, que será julgado por quatro dias, sendo que o veredicto do seu caso é esperado para esta quinta-feira.

Por causa das acusações que pesam contra ele, Hoeness chegou a colocar o seu cargo à disposição no Bayern, mas os membros do clube o convenceram a seguir na presidência do time no qual chegou a se sagrar campeão europeu como jogador, em 1972. Ele também foi campeão do mundo pela Alemanha, na Copa de 1974, cinco anos antes de se aposentar por causa de problemas crônicos no joelho.

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