Rafael Arbex|Estadão
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Presidente do Corinthians critica torcida única: ‘STJD não vai resolver a violência’

Roberto de Andrade lamenta clássico sem a presença de corintianos e vê demagogia por parte do STJD

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

11 de julho de 2017 | 18h59

O presidente do Corinthians, Roberto de Andrade, criticou duramente o Superior Tribunal de Justiça Desportiva nesta terça-feira e reclamou do fato de ter mais um clássico em São Paulo com torcida única. O dirigente corintiano chamou de demagogia as punições aos clubes e pediu maior rigor da lei para quem comete violência.

“A violência não está somente na arquibancada, mas em todo o país, em toda a esquina. Isso (punição) é uma demagogia grande. O corintiano é obrigado a ficar em casa e não pode nem andar na rua por causa disso. Gostaria que alguém me explicasse em que isso resolveu o problema”, disse o dirigente, em entrevista coletiva no CT Joaquim Grava, nesta terça-feira.

Roberto de Andrade diz que continua tentando reverter a punição de clássicos em torcida única, mas ainda não obteve sucesso. “O STJD não vai resolver a violência. Tem que atacar a violência com punição a quem faz o ato. Imagens é o que não falta. Todo mundo vê o que acontece. Quando se quer, conseguem tomar uma atitude séria”, completou. A punição existe desde abril do ano passado. 

Na partida contra a Ponte Preta, na última rodada, o Setor Norte da Arena Corinthians foi fechado como punição pelo fato dos torcedores usarem sinalizadores no estádio. “Bloquear o Setor Norte mudou em quê? O torcedor vai e compra em outro setor. Isso é um me engana que eu gosto, é demagogia. Só prejudica o clube na parte financeira”, reclamou. 

O dirigente, ao lado do técnico Fábio Carille, aproveitou a entrevista coletiva para agradecer aos torcedores que foram até a porta do CT nesta quinta-feira para manifestar apoio aos atletas. “Agrega bastante. Incentivo nunca é demais e o Corinthians vive um momento legal dentro e fora de campo. A torcida reconhece isso e vem dar apoio na véspera do clássico. Sei que todos gostariam de estar lá amanhã (quarta-feira), mas o futebol não é como a gente quer. Não sou eu que faço as normas. Gostaria de vê-los nas arquibancadas, mas como não é possível, eles são bem vindos aqui”, disse o presidente. 

Carille também agradeceu a manifestação. “É muito importante ter esse apoio neste momento. Isso nos fortalece muito neste ano, que está sendo maravilhoso”, comentou o treinador, que fará nesta quarta-feira, seu primeiro jogo como treinador no Allianz Parque. 

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