José Patrício/Estadão
José Patrício/Estadão

Presidente do Corinthians descarta liberar Pato para atuar contra o clube

Possibilidade havia sido levantada por dirigente do São Paulo

Raphael Ramos, O Estado de S. Paulo

09 de março de 2014 | 21h04

SÃO PAULO - Apesar de a diretoria do São Paulo abrir a possibilidade de tentar entrar em acordo com o Corinthians para permitir que Jadson e Alexandre Pato atuem em jogos entre as duas equipes, o presidente do Alvinegro, Mário Gobbi, não trabalha com essa hipótese. Hoje, para um dos dois atletas enfrentar o ex-clube é preciso pagar uma multa de R$ 1 milhão. "O Pato ainda é jogador do Corinthians e em janeiro de 2016 terá de se apresentar no Parque São Jorge. Pagamos 50% do salário dele. Não tem como ele jogar contra a gente", disse Gobbi após o jogo.

Para justificar a sua posição, o dirigente lembrou que em 2007 o meia Roger, emprestado ao Flamengo, acabou marcando um gol contra o Corinthians. "Nós emprestamos o Roger e o gol que rebaixou a gente para a Série B foi marcado por ele em uma derrota por 2 a 1 lá no Maracanã. Agora me pedem para liberar o Pato para jogar contra o Corinthians. Isso é oportunismo. Ou temos coerência ou não temos", criticou.

Antes da partida, o vice-presidente de futebol do São Paulo, João Paulo de Jesus Lopes, havia deixado em aberto a possibilidade de Jadson enfrentar o São Paulo e Pato jogar contra o Corinthians. "Essa é uma questão que podemos sentar e discutir. Se for interessante para os dois clubes, podemos liberar", disse.

Gobbi e Jesus Lopes se encontram no saguão dos vestiários do Pacaembu antes do clássico e tiveram um longo papo. As diretorias dos dois clubes têm se aproximado depois de um longo período distantes. O rompimento aconteceu no período em que Andrés Sanchez presidiu o Corinthians.

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