Presidente do Corinthians detona dirigente do Goiás

Andrés Sanchez fica indignado com Hailé Pinheiro, que disse que chupou uva com a camisa roxa corintiana

Fábio Hecico, O Estado de S. Paulo

28 de abril de 2008 | 17h11

O presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, perdeu a esportiva e ficou indignado com as declarações de Hailé Pinheiro, presidente do Conselho Deliberativo do Goiás, que disse que iria "chupar uva" antes do primeiro jogo entre as duas equipes pela Copa do Brasil, e depois dos 3 a 1 falou que "tomou todo o vinho" - brincadeiras relacionadas ao uniforme número 3 do Corinthians, roxo. Veja também: Corinthians apresenta meio-campista Eduardo Ramos A resposta veio nesta segunda-feira, e foi dura. "Ele deve ser um cachaceiro, pois tomou todo o vinho. Mas se a uva for Corinthians, é de ótima qualidade." Andrés se disse muito constrangido com o dirigente goiano. "Ele falou em tom pejorativo, desrespeitou o Corinthians e isso não aceito. Não foi uma brincadeira sadia. mas nossos jogadores já sabem o que fazer para reverter o resultado." Finazzi, por exemplo, chegou a dizer que também existe uva verde, alusão às cores do time goiano. E a ordem é criar clima de guerra. "Foi o jogo no qual eu fiquei mais decepcionado no ano. Um dia atípico, que não se repete duas vezes", seguiu Andrés, transtornado. Na batalha de quarta-feira, as arquibancadas do Morumbi, por exemplo, estarão lotadas. A expectativa é de 60 mil corintianos empurrando o time. Nesta segunda-feira, a fila em busca de ingressos era longa no Parque São Jorge - no início da tarde, mais de 20 mil entradas já haviam sido negociadas. "Deve ser uma das maiores arrecadações do ano", acredita o vice-presidente de marketing, Luiz Paulo Rosemberg, também engasgado com o Goiás e valorizando o sacrifício dos torcedores na busca por um ingresso, no qual acabou sobrando farpas para os rivais do estado. "No momento de dificuldade, o corintiano se destaca. O são-paulino já estaria assistindo a um torneio de esgrima e o palmeirense quebrando o Palestra Itália", cutucou. Mário Gobbi, vice-presidente de Futebol, foi mais cauteloso. Mas também irônico. "Vamos deixar para chupar a fruta depois do jogo. É mais fresca e mais gostosa", afirmou.

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