André Rigue/estadão.com.br - 7/12/2009
André Rigue/estadão.com.br - 7/12/2009

Presidente do Corinthians será o chefe da delegação brasileira na Copa

CBF escolhe Andrés Sanchez para atuar como embaixador da seleção na África do Sul; escolha serve para agradar Corinthians, que votou em Kleber Leite na eleição do Clube dos 13

Sílvio Barsetti, O Estado de S. Paulo

15 de abril de 2010 | 00h34

Vai ser fora de campo, mas o Corinthians terá um representante de peso na Copa do Mundo da África do Sul. O presidente do clube, Andrés Sanchez, vai ser o chefe da delegação brasileira na competição, mantendo tradição de quase 40 anos - desde a Copa de 1974, com Antônio do Passo, ex-dirigente da CBF (Confederação Brasileira de Desportos), todos os contemplados para a função tinham de ser figuras de destaque no comando.

 

Veja também:

link Corinthians garante sua classificação para as oitavas de final da Libertadores

 

Nos Mundiais de 2002 e 2006, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) optou por dois presidentes de federações de grande importância política para a entidade - no Japão e na Coreia do Sul, coube a Weber Magalhães, de Brasília, representar a CBF. Na Alemanha, a tarefa ficou a cargo de Marco Polo Del Nero, até hoje o todo-poderoso da Federação Paulista de Futebol.

 

A escolha de Sanchez é uma prova de que o Corinthians está em alta na Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Na segunda-feira, votou em Kleber Leite na eleição vencida por Fábio Koff no Clube dos 13. Leite era o candidato que tinha o apoio de Ricardo Teixeira, presidente da CBF.

 

Na África do Sul, Sanchez atuará como embaixador do futebol brasileiro, participando de atividades oficiais da Fifa e do Comitê Organizador do Mundial. Não vai ter nenhuma ingerência no dia a dia da comissão técnica e deverá tomar cuidado com as declarações públicas.

 

Na Copa das Confederações da África do Sul, no ano passado, a CBF afagou o presidente da Federação Paraense de Futebol, coronel Antonio Carlos Nunes, com o convite para o posto de chefe da delegação. Não se sabe se por falta de orientação, o dirigente causou um grande mal-estar entre a CBF e o Comitê Organizador do Mundial africano ao declarar que teria medo de levar a família para o evento, que vai começar em 11 de junho.

 

"Você não pode andar na rua depois das 18 horas que é assaltado", disse Nunes, então hospedado em Johannesburgo. No mesmo dia, o site da entidade divulgou um comunicado oficial no qual desautorizava o coronel e demais integrantes da comitiva brasileira a se manifestar sobre eventuais problemas da Copa.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.