Rafael Ribeiro| Divulgação
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Presidente do Fla pede dispensa da seleção para cuidar de crise

Eduardo Bandeira de Mello foi pressionado por dirigentes para ficar no Rio de Janeiro em meio ao momento difícil do rubro-negro

Almir Leite e Gonçalo Junior, Estadão Conteúdo

24 de maio de 2016 | 12h33

A crise no Flamengo tirou o presidente do clube, Eduardo Bandeira de Mello, da seleção brasileira na Copa América Centenário. O dirigente não virá aos Estados Unidos para ser o chefe da delegação para a qual foi convidado. O vice-presidente da CBF, coronel Antonio Nunes, vai exercer a função.

Bandeira de Mello deveria chegar nesta quinta-feira, mas foi pressionado pelos seus pares no Flamengo a ficar no Rio por causa do momento difícil que o time passa, instável em campo e ainda sob risco de ficar sem técnico. Muricy Ramalho pode pedir demissão por causa do problema de saúde que teve na semana passada (arritmia cardíaca). Independentemente disso, há quem queira sua saída em função dos fracos resultados do time nesta temporada.

O fato de Bandeira de Mello ter aceitado a chefia da delegação brasileira, aliás, foi motivo de críticas ao dirigente. Um dos mais ativos integrantes da Primeira Liga, a associação dissidente da CBF que promoveu no início do ano seu primeiro torneio (a Copa Sul-Minas-Rio), ele teria sido "cooptado" por Marco Polo del Nero, o presidente da CBF, de acordo com alguns mandatários de outros clubes. O flamenguista se defendeu, dizendo que não se pode misturar as coisas nem recusar um convite para defender o país.

Mesmo fora da delegação, Eduardo Bandeira de Mello disse que estará nos Estados Unidos para assistir a alguns jogos, inclusive o da estreia da seleção, dia 4 de junho, contra o Equador.

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