Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Presidente do Flamengo nega 'banana' para torcida, mas pede desculpas

Eduardo Bandeira de Mello explicou que gesto foi para uma pessoa em especial na arquibancada

Estadão Conteúdo

12 de junho de 2017 | 20h06

O presidente Eduardo Bandeira de Mello aproveitou a apresentação do zagueiro Rhodolfo no Flamengo, nesta segunda-feira, para se explicar sobre a suposta "banana" que teria feito para os torcedores durante o empate com o Avaí, no último domingo, na Ressacada. O dirigente negou que o gesto tenha sido direcionado para a torcida e explicou que tratava-se de um problema com uma pessoa em especial na arquibancada.

"Eu sou, antes de tudo, torcedor do Flamengo e em 2019, vou voltar para a arquibancada. Jamais daria uma banana para a torcida, porque estaria fazendo uma banana para mim mesmo", considerou. "Um torcedor estava portando uma faixa chamando o (Rodrigo) Caetano de 171, aí eu fiz um sinal negativo para ele. Ele me ofendeu, e aí, realmente, tive uma reação que não deveria, devia evitar. Mas às vezes, o sangue sobe."

O gesto de Bandeira, flagrado pelos fotógrafos, gerou repercussão extremamente negativa entre os torcedores. E por mais que garanta não tê-lo realizado com intenção de ofender os torcedores, o presidente flamenguista reconheceu o erro e pediu desculpas.

"A torcida continuou me tratando bem. Imagino que ninguém, além daquela pessoa, tenha se sentido ofendido. Se alguém ficou, ou não gostou, peço minhas sinceras desculpas. A minha origem de arquibancada deve ter feito eu pisar na bola desse jeito", justificou.

Bandeira também falou do péssimo momento do Flamengo, eliminado na Libertadores e que venceu somente uma vez no Campeonato Brasileiro até o momento, ocupando a 15.ª colocação, com sete pontos. Mais uma vez, o dirigente defendeu o técnico Zé Ricardo e garantiu sua permanência no cargo.

"O que gostaria mesmo é que o Zé Ricardo extrapolasse o meu mandato e continuasse com o meu sucessor, que batesse o recorde do Cláudio Coutinho e de outros treinadores do exterior. Eu acho que ele tem tudo para isso. O treinador só perde as condições de continuar quando perde a confiança e o respeito do elenco. E eu tenho certeza que isso não acontece aqui no Flamengo, porque ele é uma pessoa extremamente querida pelo elenco do Flamengo. E o elenco está brigando por ele", afirmou.

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