Presidente do Flu pode ir para a cadeia

Apesar do sucesso do Campeonato Carioca, com estádios cheios e jogos emocionantes, fora dos gramados a crise financeira dos clubes continua fazendo suas vítimas. E a próxima pode ser o presidente do Fluminense, David Fischel. O dirigente pode ser preso caso não deposite R$ 34 mil referentes à penhora de 20% da renda da final da Taça Guanabara contra o Flamengo, realizada no último sábado. "O Fischel tem 48 horas, a partir da reabertura dos bancos, para depositar o dinheiro. Caso contrário, será declarado depositário infiel e poderá ser preso", afirmou o procurador da Fazenda Nacional, Ronaldo Campos e Silva. De acordo com ele, como o Fluminense foi derrotado, teve direito a R$ 170 mil dos cerca de R$ 706 mil da renda total da partida. Os 20% deste valor totalizaram R$ 34 mil. A Fazenda Nacional tomou a medida de penhorar as rendas dos jogos do Fluminense no Campeonato Carioca e na Copa do Brasil por causa da dívida de R$ 822 mil referentes ao imposto de renda. Ao todo, o Tricolor deve mais de R$ 20 milhões ao governo federal. No sábado, Fischel alegou que a sede do clube, nas Laranjeiras, zona sul do Rio, tinha sido dada como garantia. Ronaldo, porém, disse não aceitar este tipo de proposta. "As sedes são tombadas, pertencem ao patrimônio histórico. Portanto, não podem ser derrubadas se forem vendidas. Quem vai querer comprar um imóvel em um leilão sabendo que terão de manter o clube?", questionou o procurador. Ronaldo frisou que a procuradoria prefere o pagamento em dinheiro ou a penhora do passe de jogadores. Outro fato que Ronaldo procurou desmentir foi a acusação de perseguição ao Fluminense, enquanto nada estaria sendo feito contra os outros clubes cariocas. "Flamengo, Vasco e Botafogo aderiram ao Pagamento Especial (Paes) e estão pagando de forma parcelada. O Fluminense, porém, não aderiu ao programa", revelou.

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