Presidente do Flu xinga juiz, vê 'escândalo' e pede renúncia de chefe do apito

Revoltado com a arbitragem de Leandro Pedro Vuaden, o presidente do Fluminense, Peter Siemsen, foi protagonista de momentos de fúria no Maracanã, logo após o time carioca vencer o Palmeiras por 2 a 1, na noite desta quarta-feira, no jogo de ida da semifinal da Copa do Brasil. Indignado com o pênalti assinalado no segundo tempo, no qual Zé Roberto teria simulado sua queda após ser acossado por Gum, e com outras marcações da arbitragem, o dirigente chegou a xingar o juiz e depois cobrou de forma enfática a renúncia do presidente da comissão de arbitragem da CBF, Sérgio Correa.

Estadão Conteúdo

22 de outubro de 2015 | 10h09

Ao falar sobre o pênalti duvidoso, que acabou sendo convertido pelo próprio Zé Roberto, Siemsen admitiu que se exaltou de forma anormal para expressar sua revolta com o árbitro. "O pênalti eu vi e revi várias vezes, não tem nem cheiro de pênalti, eu até perdi a cabeça com o árbitro na saída de campo, fui agressivo com ele, mas porque ele mereceu. Eu fui bem agressivo verbalmente", reconheceu.

O dirigente ainda chegou a cobrar que Vuaden desse entrevista para explicar a sua atuação no jogo desta quarta-feira. "Esse cara não entende nada, porque você se mata, são cinco anos da sua vida sem ganhar um real, por paixão, por vontade de melhorar o Fluminense, tornar um clube sério, ajudar a CBF a construir um futebol moderno. Eu peço pro árbitro dar entrevista, porque assim talvez ele elimine a possibilidade de evitar esquema. Eu vou pra casa pensando que me operaram quando ele não faz isso. É tão escandaloso que ele tem que falar, porque o árbitro que ganha para trabalhar e é profissional não pode falar?", questionou.

Depois, Siemsen destacou que a "cota de erros" cometida por Sérgio Correa como chefe da arbitragem acabou e, por isso, na sua opinião, não há mais como ele seguir à frente do órgão da CBF.

"O Sérgio Correa deveria se indignar e renunciar amanhã (quinta-feira). Ele não tem mais desculpa, conversou comigo dez vezes, mostrou interpretação da Fifa. Hoje (quarta) foi escandaloso, não tem explicação. Colocou o Fluminense com os brios lá em cima. Tenho certeza que cada jogador hoje está mexido por dentro. Vamos dar a vida em São Paulo por essa vaga. O árbitro prejudicou demais o Fluminense, mata-mata não pode ter árbitro fraco, ruim, que favorece o adversário. Isso é inaceitável. Espero que o Sérgio renuncie, porque a acabou a cota de erros dele como chefe de arbitragem", declarou.

ÁRBITRO CITA XINGAMENTOS NA SÚMULA - Se for levada em conta apenas a súmula da partida entre Fluminense e Palmeiras, o presidente tricolor poderá receber uma punição severa por parte do Superior Tribunal de Justiça Desportiva.

Vuaden relatou que foi xingado pelo dirigente e ainda acusado de ser um árbitro que manipula o resultado das partidas, insinuando que ele recebe vantagens financeiras para favoreceres os clubes mais ricos.

"No momento do acesso à zona mista, escoltados pelo policiamento, após o termino do jogo, o senhor Peter Siemsen, presidente do Fluminense Football Club, veio em minha direção proferindo aos gritos as seguintes palavras: ''Safado, ladrão, pilantra, seu filho da p.., fazedor de resultado. Você apita para os ricos. Eu te conheço de outros tempos, você é a vergonha da arbitragem''. Informo ainda que o citado veio correndo em minha direção, sendo contido pelo policiamento", descreveu o árbitro.

Para completar, o juiz ainda revelou que foi xingado também pelo vice-presidente de futebol do Palmeiras, Mário Bittencourt, logo após entrar nos vestiários do Maracanã com o trio de arbitragem ao término do confronto. "No que ingressávamos no vestiário, identificamos o senhor Mário Bittencourt, vice-presidente de futebol do Fluminense Football Club, que proferiu as seguinte palavras: ''Safado, ladrão, filho da p.., pode colocar na súmula, você veio f... o Fluminense''. O mesmo foi contido pelo policiamento", relatou Vuaden.

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