Presidente do Mogi culpa o azar

O presidente do Mogi Mirim, Wilson Fernandes de Barros, já encontrou um responsável pelo rebaixamento para a Série A2 do Campeonato Paulista: o azar. Ainda abalado pela queda, o presidente garante que fez tudo o que foi possível."Montamos um time com um mês e meio de antecedência e demos toda a estrutura. Trouxemos o Pedro Rocha (treinador), que sempre deu sorte aqui, mas ele só conquistou 4 dos 21 pontos que disputou. Então, só posso achar que faltou sorte ao nosso time", diz.As palavras do presidente passariam despercebidas se o torcedor do clube, que sempre foi passivo com as atitudes dos dirigentes do clube, não parassem para observar os números.O time foi montado no mês de dezembro do ano passado e seria dirigido por Cláudio Garcia. Mas ele acabou sendo demitido antes do começo do campeonato. "É difícil trabalhar lá. Os dirigentes não lhe dão liberdade. Se você marca um coletivo, só com autorização do presidente, pois ele acha que alguém pode se machucar. E a parte física é a mais importante", afirmou o ex-treinador do clube.Logo depois de Garcia, chegou a Mogi o ex-jogador Paulo Bonamigo. Ele até que começou bem, mas acabou sendo demitido após 7 jogos no comando do time. Neste período foram 4 empates com 3 vitórias nos pênaltis, duas derrotas e apenas uma vitória. "O elenco era limitado. Pedi alguns reforços mas a diretoria não os trouxe, então ficou difícil", lembra Bonamigo.Com a saída do ex-jogador, foi a vez de Pedro Rocha assumir a equipe pela 6ª vez em sua carreira. Ele já havia salvado o Mogi da queda em outras oportunidades, mas desta vez não teve a mesma sorte. Em 7 jogos, foram 4 derrotas, 2 empates e apenas uma vitória.Já em situação complicada, mais do que nunca ameaçado pelo rebaixamento, a diretoria demitiu Pedro Rocha e, faltando 5 dias para o último jogo contra o Santos, resolveu que o diretor Henrique Stort dirigiria o time. A tentativa de fazer aquilo que não foi feito antes acabou não dando certo, pois o time acabou sendo goleado e caiu.Agora, os dirigentes terão que mudar toda a forma de trabalhar e começar a planejar o quanto antes para voltar rapidamente à divisão de elite. Por toda a estrutura física que tem, o Mogi Mirim desde já passa a ser um dos favoritos ao acesso.

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