Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Presidente do Palmeiras banca o seu treinador: ‘Kleina precisa de apoio’

Paulo Nobre pede paciência à torcida e lembra que equipe está em formação

Daniel Batista e Raphael Ramos, O Estado de S. Paulo

16 de março de 2013 | 08h10

SÃO PAULO - O Palmeiras voltou a vencer e a fazer gols após três jogos, mas isso não significa paz pelos lados do Palestra Itália. A pressão em cima do trabalho do técnico Gilson Kleina e dos jogadores só aumentou por causa do fraco desempenho na vitória por 2 a 1 sobre o Paulista, no Pacaembu. Mas, pelo menos por enquanto, a cobrança é só por parte da torcida. O presidente Paulo Nobre garante estar satisfeito com o trabalho do treinador.

“Ele (Kleina) está desenvolvendo um trabalho interessante. O Kleina venceu em outras equipes e tem tudo para vencer no Palmeiras, desde que tenha apoio, já que a equipe vai disputar uma temporada dificílima. Ele será avaliado dentro de um projeto, que está no meio do processo, então nem é hora de falar disso (demissão)”, assegurou o presidente ao Estado.

Nobre diz entender a ansiedade dos torcedores e as vaias após a partida de quinta-feira. Mas alerta para o fato de o time ainda estar em construção e Kleina não ter conseguido encontrar uma formação ideal, tendo em vista que muitos jogadores estão chegando para reforçar o elenco no meio da temporada e alguns deles nem sequer atuaram ainda, casos do zagueiro André Luiz e do meia Rondinelly. “A vaia é normal. Estávamos com dois jogadores a mais e a torcida esperava a goleada. Mas no futebol prepondera o imponderável e a gente acabou sofrendo pressão no final e poderia até levar o gol de empate. A decepção do torcedor é normal, mas o time ainda se encontra em formação”, lembrou.

O presidente e o diretor executivo, José Carlos Brunoro, não acreditam que a instabilidade da equipe é de responsabilidade do treinador. Os dois garantem que a culpa é da falta de entrosamento. Os dirigentes ressaltam que o que mais tem agradado no trabalho de Kleina é o fato de ele ter conseguido unir o elenco. “Vejo um grupo empenhado em vencer. O resultado é consequência desse espírito”, disse Nobre.

Na visão do presidente, o time tem conseguido, em alguns momentos, superar a falta de qualidade técnica. “Estou satisfeito com o comprometimento, garra e união que o elenco tem mostrado, inclusive na questão da Argentina. Não partiram para a violência, mas protegeram o Valdivia, um companheiro do grupo”, explicou, lembrando da confusão no aeroporto de Buenos Aires, após a derrota para o Tigre, na quinta-feira da semana passada, quando o goleiro Fernando Prass foi atingido por uma xícara e levou três pontos na cabeça.

A missão de Nobre é conseguir passar tranquilidade ao elenco, já que a base do time para a temporada é a que está atuando agora. O presidente não descarta a chegada de mais reforços, mas garante que o elenco sofrerá poucas alterações. “Estamos sempre abertos para receber novos jogadores, mas esse é o time de 2013”, avisou.

PÉ NA FÔRMA

E um dos jogadores fundamentais para a temporada, mas que não vive um bom momento, o volante Wesley realizou ontem, junto com Ayrton e Rondinelly, trabalho extra de finalização. Ele ficou por quase uma hora treinando chutes de fora da área e de curta distância. 

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