Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Paulo Nobre divide o título com ex-técnicos e até com Brunoro

'Muita gente enfiou a mão na lama e me auxiliou', exalta presidente

DANIEL BATISTA, O Estado de S. Paulo

03 de dezembro de 2015 | 09h04

No cargo desde 2013, o presidente Paulo Nobre conseguiu, enfim, comemorar um título de nível mais elevado - havia conquistado a Série B - pelo Palmeiras e fez questão de agradecer a todos que passaram pelo futebol do clube no período em que ele está no comando, pois segundo o dirigente, todos têm sua parcela de merecimento e devem ser parabenizados.

"Se hoje estamos bebendo água limpa e colhendo frutos, é porque muita gente enfiou a mão na lama e me auxiliou de maneira brutal para que pudéssemos chegarmos nessa situação. Queria dividir minha parte do título com essa comissão técnica que está de parabéns", declarou Nobrem após o título.

"Queria dar parabéns a todos os profissionais que fizeram parte desde o início da gestão, como o Gilson Kleina, que em 2013 nos trouxe de volta para a primeira divisão, o Ricardo Gareca, que infelizmente não deu certo aqui. Nutro o mais profundo respeito ao Dorival Júnior, que esteve conosco ano passado e ao Oswaldo de Oliveira, que montou a base desse time", disse o presidente, com a medalha no peito.

Nobre também lembrou de ex-dirigentes. "Ao meu amigo Omar Feitosa e ao José Carlos Brunoro, que teve uma função fundamental na reestruturação de 2013 e 2014", completou o dirigente.

Torcedor fanático pelo Palmeiras que é, Paulo Nobre sabe que só títulos servem para comprovar a melhora. "Eu, como presidente, já estava satisfeito com a gestão neste segundo mandato. Começamos a colher tudo que a gente plantou com muita responsabilidade. Eu, como torcedor, nunca escondi de ninguém que, para o palmeirense, ser o segundo é o primeiro dos derrotados. De nada adiantaria uma gestão responsável se o sucesso esportivo não acontecesse", explicou.

Com uma postura bastante política, Nobre também parabenizou o rival pelo bom ano. "O Santos está de parabéns. O trabalho que o Modesto (Roma, presidente do clube) desenvolveu no Santos é de se tirar o chapéu. Muitas pessoas apostavam no Santos como um possível rebaixado. Eles valorizaram demais o título da Copa do Brasil", completou.

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