Presidente do Paraná renuncia em meio a crise financeira e política

Colocado contra a parede por um grupo de torcedores que prometeram tirar o Paraná do buraco se Rubens Bohlen renunciasse, o presidente do clube não aguentou a pressão e, nesta terça-feira, entregou sua carta de renúncia. Em entrevista coletiva em um hotel de Curitiba, o mandatário, que estava há três anos e meio no cargo, disse ter sido ameaçado.

Estadão Conteúdo

24 Março 2015 | 19h33

"Ontem (segunda-feira), quando acompanhava o treinamento, fui surpreendido por um dos membros do Paranistas do Bem que fez diversas ameaças para mim. O que aconteceu foi muito grave", contou Bohlen, que classificou como injusta a pressão sobre ele.

Eleito em 2011, Bohlen foi obrigado a leiloar a sede do Tarumã, por R$ 30 milhões, para pagar parte das dívidas do Paraná. No ano passado, o clube chegou a receber o patrocínio da Caixa, mas o perdeu por conta dos débitos com a União. O atraso de salários quase gerou uma greve de jogadores.

Já no Campeonato Paranaense deste ano, o gerente de futebol Marcus Vinicius deu uma entrevista coletiva emocionada, na qual afirmou que o Paraná iria acabar ainda este ano. A declaração gerou uma reação de um grupo de torcedores, que se uniu e prometeu pagar os custos do futebol profissional até o fim do ano.

O grupo, denominado "Paranistas do Bem", colocou como condição para a renúncia de Bohlen, que garantiu que não "venderia" a presidência clube. "Queriam comprar minha cadeira por R$ 4 milhões", reclamou ele, no início do mÊs.

A gota d''água para a mudança de postura teria sido a ameaça feita na segunda por João Quitéria, ex-presidente da maior torcida organizada do Paraná e membro do Paranistas do Bem. O vice-presidente Luiz Carlos Casagrande, o Casinha, assume a presidência até setembro, data da próxima eleição.

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