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Presidente do Parma é preso na Itália por lavagem de dinheiro

Julgamento nesta quinta pode decretar falência do clube

Estadão Conteúdo

18 Março 2015 | 09h49

A interminável crise no Parma ganhou mais um importante capítulo nesta terça-feira, quando o novo presidente e dono do clube, Giampietro Manenti, foi preso pela polícia italiana. Ele é acusado de participação em um esquema de crimes financeiros, como lavagem de dinheiro, fraude fiscal, uso de cartões de crédito clonados entre outros.

O promotor Michele Prestipino Giarritta explicou que Manenti foi acusado de fazer parte de um esquema no qual hackers utilizariam cartões clonados e invadiriam contas de banco para tentar transferir 4,5 milhões de euros (cerca de R$ 15,5 milhões). O presidente do Parma era parte importante no golpe porque poderia lavar o dinheiro, justificando a entrada da verba como vinda de patrocínios destinados ao clube.

De acordo com a Justiça italiana, a fraude foi descoberta antes que as transferências para o Parma fossem realizadas. No total, foram presas 22 pessoas ligadas ao esquema nesta quarta-feira. O caso afetou outras duas investigações separadas, mas que têm relação entre si, conforme indicou a promotoria.

Manenti é apenas mais uma página da crise sem precedentes que o Parma atravessa. Ele comprou o clube por valor simbólico de um euro há pouco mais de um mês, na segunda troca de donos do time nos últimos meses. Em dezembro do ano passado, Rezart Taci já havia o adquirido de Tommaso Ghirardi.

Em grave situação financeira, o Parma não paga salários a atletas e funcionários há longos meses, chegou a perder três pontos no Campeonato Italiano desta temporada por este motivo e teve até duas partidas da competição adiadas. A crise é tamanha que o clube pode deixar de existir nesta quinta-feira, quando haverá um julgamento para decidir sobre sua falência.

A prisão de Manenti deixou ainda mais estarrecidos os jogadores do elenco do Parma, como deixou claro o capitão Alessandro Lucarelli, que classificou o episódio como "repugnante". "Espero que cedo ou tarde acabe tudo isto, porque, sinceramente, já não conseguimos mais", declarou.

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