Presidente do Porto é acusado de corrupção ativa

Jorge Nuno Pinto da Costa teria subornado árbitro com cerca de R$ 6.750 mil em 2004

Efe

25 de março de 2008 | 15h54

O presidente do Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa, terá de responder a um tribunal por suposta corrupção ativa dentro do chamado caso 'Apito Dourado', de manipulação de resultados no futebol do país. A investigação, que acabou arquivada, mas foi reaberta pelo surgimento de novos elementos para a acusação.  O envolvimento do dirigente estaria ligado a uma partida entre sua equipe e o Beira-Mar, em 18 de abril de 2004 e que terminou empatada por 0 a 0. Dois dias antes do jogo, o árbitro Augusto Duarte e o empresário Antonio Araújo visitaram Pinto da Costa em sua casa, na cidade de Gaia. Nessa ocasião, o presidente do Porto teria dado ao árbitro uma mala com 2.500 euros.  A denúncia foi feita por Carolina Salgado, ex-companheira de Pinto da Costa.  Duarte é acusado de corrupção passiva, enquanto Araújo aparece como co-autor da ação.  Ao reabrir o caso, a juíza Maria José Morgado rejeitou o argumento de que as declarações de Salgado não teriam credibilidade por serem uma 'vingança' a Pinto da Costa, com quem viveu durante seis anos. A juíza estranhou que nenhum dos três acusados tenha apresentado "uma explicação plausível" sobre o encontro na casa do presidente do Porto.  O caso conhecido como 'Apito Dourado' surgiu na imprensa portuguesa em março de 2004, quando a Polícia Judiciária recebeu uma carta anônima afirmando que dirigentes do Gondomar, da segunda divisão B, tentavam conseguir a promoção do clube por meio de subornos.  Em 28 de fevereiro, o ex-presidente da Liga Profissional do Futebol Português (LPFP) Valentim Loureiro, ex-prefeito de Gondomar e seu filho João, ex-presidente do Boavista, foram acusados oficialmente de corrupção ativa.

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