Stephane de Sakutin / AFP
Stephane de Sakutin / AFP

Presidente do PSG cutuca Mbappé e garante seguir Fair Play Financeiro para contratar Messi

Nasser Al Khelaifi afirma que está oferecendo um time competitivo para astro francês e que agora 'não há mais desculpas' para renovação de contrato

Redação, O Estado de S. Paulo

11 de agosto de 2021 | 08h45

Embora o evento fosse a apresentação oficial de Lionel Messi, a maior contratação da história do Paris Saint-Germain, o presidente do clube, Nasser Al Khelaifi, teve de responder questões delicadas na entrevista coletiva desta quarta-feira, 11. Um dos temas polêmicos foi a permanência do atacante Kyllian Mbappé no elenco. Existem rumores de uma possível saída do astro para o Real Madrid. Além disso, o contrato ainda não renovado - ele vai até julho do ano que vem.

O outro tema delicado foi a necessidade de cumprimento das regras do Fair Play Financeiro com a contratação de Messi. Nos dois casos, o dirigente se mostrou otimista, mas não deixou de cutucar a estrela francesa.  

"Acho que agora todos já sabem o futuro de Mbappé. Ele é parisiense, tem uma mentalidade que busca a vitória. Ele já disse que está feliz com essa chegada e disse que queria um time competitivo. Agora não há desculpa para mais nada", afirmou o dirigente durante a entrevista com Lionel Messi. 

O futuro de Kylian Mbappé no PSG ainda é indefinido. O atacante tem mais um ano de contrato e ainda não decidiu se renovará. Existe um grande interesse do Real Madrid em contratá-lo. O meia Tony Kross, um dos pilares do Real Madrid, chegou a afirmar que o atacante seria contratado. "Não me surpreenderia se Mbappé chegasse até o final do mês", disse ao jornal alemão Bild. 

Nasser Al Khelaifi também foi questionado sobre o cumprimento das regras do Fair Play financeiro para a contratação de Lionel Messi. O dirigente garantiu que "todos os cuidados foram tomados". 

"Nós seguimos toda a regulamentação para as negociações. Sempre mantemos o Fair Play Financeiro, as regras, falamos com as pessoas do mundo jurídico, financeiro. Fizemos tudo com o maior cuidado, para saber se teríamos essa capacidade. Não queríamos prometer algo que não pudéssemos cumprir. Não podemos olhar o lado negativo, mas os aspectos positivos que chegam ao clube. Todo o trabalho nas redes sociais e as mudanças na estrutura. Do ponto de vista comercial, nosso clube está se preparando muito para isso", disse o presidente do PSG, que ainda fez uma brincadeira com Messi.

"Esperamos que o Leo não peça um aumento de salário, senão ficará difícil para o clube (risos). Mas estamos estudando todos os detalhes do ponto de vista financeiro, estamos cuidando de tudo", afirmou. 

O fair play financeiro foi criado em 2010 para obrigar os clubes a gastarem de acordo com sua arrecadação. Os clubes precisam equilibrar as despesas do futebol, como a contratação de jogadores e pagamento de salários, com as receitas de televisão, ingressos e as ações dos departamentos comerciais. O máximo que podem gastar a mais do que arrecadam é 30%. O dinheiro gasto em estádios, instalações de treinamento, desenvolvimento de jovens ou projetos comunitários está isento.

Essa verificação é feita por meio de uma prestação de contas à Uefa. O objetivo é impedir lavagem de dinheiro e que clubes menores quebrem ao arriscarem altos investimentos.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.