Ivan Storti / Santos FC
Ivan Storti / Santos FC

Presidente do Santos ataca opositores na véspera da votação pelo impeachment

José Carlos Peres publica vídeo nas redes sociais defendendo sua gestão de críticas dos rivais

Estadão Conteúdo

09 Setembro 2018 | 17h16

O presidente do Santos, José Carlos Peres, publicou neste domingo um vídeo no site oficial do clube direcionado aos conselheiros. A fala de pouco mais de dez minutos, na verdade, é uma tentativa de se defender dos dois processos de impeachment que existe contra ele e que serão votados pelo Conselho Deliberativo nesta segunda-feira, a partir das 19h30, na Vila Belmiro.

"Esse dois processos não refletem a realidade. Não tivemos acesso para nos defender, como todo cidadão brasileiro tem. Isso vem de pessoas insatisfeitas com o processo de seis meses atrás, que foi eleitoral. Não aceitam a derrota. Fui eleito democraticamente", afirmou.

Peres tentou barrar os processos na Justiça, mas não conseguiu. Para que ele deixe a presidência do Santos, primeiro é necessário que pelo menos dois terços do Conselho votem a favor do impeachment.

Se isso acontecer, o pedido pela saída será votado pelos sócios, que definem o futuro do mandatário com maioria simples. Enquanto esse processo não começa, o atual presidente tratou de relatar o que fez para o clube nos primeiros seis meses de gestão e aproveitou para atacar as gestões anteriores.

"Quando assumimos havia dez contas zeradas, salários atrasados dos funcionários e de jogadores. Em seguida teve uma questão com a Receita Federal, onde o clube reteve dinheiro e não repassou. Ou seja uma apropriação indébita. Tivemos que pagar esse compromisso, que poderia manchar a imagem do clube. Fomos negociar com a Globo e conseguimos adiantamento de R$ 19,5 milhões.

A seu favor Peres falou dos seis jogadores contratados na temporada, além do técnico Cuca. Também citou a venda de Rodrygo para o Real Madrid por 45 milhões (R$ 197 milhões, na cotação da época). "A venda trouxe a tábua de salvação do clube para os próximos dois anos. Arrecadamos um dinheiro acima da multa, o que nos fortalece daqui para frente", disse.

Ainda lembrou que contratou uma auditoria, que levantou uma série de pagamentos indevidos. "Registrou R$ 500 mil pagos a um empresário para viajar pelo mundo inteiro. Esse empresário ganhou R$ 7,5 milhões nos últimos anos. Houve comissões indiretas pagas para pessoas próximas a ele também. Foram no total R$ 27 milhões em comissões muito mal explicadas", acusou.

Caso Peres seja destituído do poder, quem assumirá é seu vice, Orlando Rollo, com quem o atual mandatário tem tido divergências desde quando assumiu, no início do ano.

 

 

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