Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Santos FC
Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Santos FC

Presidente do Santos fala em união, mas promete investigar passado

Eleito no sábado, José Carlos Peres promete uma auditoria nas contas do clube e também nos seus contratos

Estadão Conteúdo

11 de dezembro de 2017 | 15h02

Eleito novo presidente do Santos no último sábado, José Carlos Peres tentou adotar um discurso de conciliação nas suas primeiras declarações após ser o escolhido para comandar o clube no triênio de 2018 a 2020. Ao mesmo tempo, porém, avisou que o passado do Santos não está enterrado. Pelo contrário, ele vai realizar uma auditoria das contas do Santos e até das associações recentes ao clube, alvo da maior polêmica do processo eleitoral.

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Em uma eleição com quatro candidatos, Peres superou Modesto Roma Júnior, que buscava a reeleição, além de Andres Rueda e Nabil Khaznadar. E embora a campanha tenha ficado marcada por alguns desentendimentos, Peres assegurou que espera o apoio dos adversários, além do auxílio do atual mandatário no processo de transição.

"Convido a todos para o governo. É momento de união e humildade para arrumar a casa", disse. "O Santos entra em uma nova era. Pretendemos unir todos, com humildade, trabalho e trazendo todos juntos, em um barco em que todo mundo reme para frente", acrescentou.

Peres garantiu que uma das suas primeiras ações à frente do Santos será realizar uma auditoria nas contas do clube e também nos seus contratos. Há estimativas de que a dívida do Santos estaria em torno dos R$ 500 milhões e que o clube ainda não quitou o pagamento da contratação de alguns dos reforços que chegaram ao time em 2017.

"A partir de janeiro, vamos fazer uma auditoria no Santos. Será algo muito forte, com um portal da transparência, que terá publicado os balanços desde 2000 no Santos. O torcedor poderá ver como subiu e desceu a dívida do clube. Será uma auditoria plena e séria. Se descobrirmos algum esqueleto, vamos agir", afirmou.

Além das dívidas do Santos, o crescimento no número de associados próximos ao limite para participação na eleição causou descontentamento dos opositores de Modesto, que chegaram a ameaçar levar a eleição para a Justiça em caso de vitória do candidato da situação.

Na última urna, a 10, da Vila Belmiro, que era utilizada pelos sócios com menos tempo de clube, Modesto teve cerca de 85% dos votos, resultado bem diferente ao das outras. O triunfo parcial expressivo não evitou a sua derrota e a vitória de Peres. Mas o dirigente eleito assegura que o passado não será esquecido por causa da sua eleição.

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