Presidente do Santos torce para o Japão

O presidente Marcelo Teixeira esteve hoje no CT Rei Pelé, reuniu-se com os jogadores para fazer um alerta sobre a situação do time no Brasileiro e depois concedeu entrevista aos jornalistas para negar, mais uma vez, que o atacante Robinho está à venda. Garantiu a permanência do técnico Gallo no cargo, atribuindo a desclassificação da Libertadores a má campanha no Brasileiro, às convocações e contusões. E, mesmo dividido, garantiu: "pelo tratamento (não dispensa de seus jogadores) que o Santos teve, vou torcer pelo Japão e para que tenhamos logo Robinho e Léo de volta". O dirigente conversou com Robinho, com o procurador Wagner Ribeiro e com o pai do atleta, Gilvan de Souza antes da apresentação do atacante à seleção e mais uma vez esclareceu que vai querer o cumprimento do contrato até o fim, isto, é, até 2008, e que não haverá reajuste de salário. O que Teixeira pretende é ter alguns de seus jogadores disputando a Copa do Mundo e Robinho vai garantindo desde já sua condição de titular. "Estão falando que o Robinho está vendido desde o final do Brasileiro do ano passado. Passou o campeonato, passou o Ano Novo e o jogador não se apresentou. Depois falaram que ele ia depois da Libertadores e a Libertadores acabou. O que vão falar agora?". Para Teixeira "o Santos é detentor dos direitos, cabe ao clube a decisão final, a transferência ou não do jogador". Marcelo Teixeira comentou que não há qualquer proposta oficial para a contratação de Robinho. "O Santos não tem interesse em vender o jogador e, consequentemente, o clube quer que o atleta cumpra seu contrato até o fim porque temos interesse em ter um ou mais jogadores disputando a Copa do Mundo". A única possibilidade de o jogador sair, no entendimento do presidente, é algum clube depositar à vista o valor da multa rescisória, de US$ 50 milhões. Nem mesmo a preocupação de Robinho e sua família com a segurança vão facilitar a saída do atleta. "A segurança que ele terá na Europa será semelhante à que tem no Brasil. Se ele tiver algum tipo de problema no Brasil, terá fora também, pois eles também ocorrem lá". Lembrou que além de seqüestro, os jogadores estão sofrendo racismo, "principalmente na Espanha". E concluiu: "isso está sendo alimentado não sei por quem. O Robinho em nenhum momento chegou a citar que estão preocupados com segurança, com racismo na Europa". GALLO - Sobre a situação do técnico Gallo, o presidente Marcelo Teixeira comentou que ele está realizando o projeto do clube, que é de renovação, e isentou o treinador de culpa pela desclassificação da Libertadores e pela má campanha no Brasileiro. "O Santos confia no trabalho do Gallo e da comissão técnica. O clube trabalha dentro de um processo de renovação e essa característica será mantida. Não será por causa de alguns resultados e o insucesso que mudaremos essa linha". Ele atribui a má campanha à ausência dos principais jogadores, pelas convocações e pelas contusões. "As convocações para a seleção foram decisivas para que os jogadores perdessem o foco nas competições que disputavam". Já a situação de Deivid continua indefinida e hoje mesmo os dirigentes santistas conversaram com seus colegas do Bordeaux para tentar acertar a permanência do jogador. O presidente santista deu a entender que o goleiro Sérgio não é o jogador de seus sonhos para suprir as deficiências, nem Júlio César, do Santo André. "Se tivermos de fazer uma contratação, será de um jogador que venha para ser titular".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.