Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Presidente do São Paulo critica Paulo Nobre e diz: 'Palmeiras se apequena'

Em declarações fortes, Carlos Miguel Aidar ataca fortemente o 'choro' do palmeirense

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

29 de abril de 2014 | 10h40

SÃO PAULO - O presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, respondeu nesta terça-feira críticas recebidas do mandatário do Palmeiras, Paulo Nobre, em relação à negociação de Alan Kardec. O dirigente são-paulino não deixou por menos e respondeu pesado para seu vizinho colocado do outro lado do muro. Em declarações fortes, atacou o "choro" de Nobre, que o havia chamado de "antiético" por atravessar a negociação com o jogador, e disse que o Palmeiras está "se apequenando".

"Eu queria dizer que a manifestação do presidente Paulo Nobre chega a ser patética e demonstra, infelizmente, o atual tamanho da Sociedade Esportiva Palmeiras, que ano após ano se apequena por demonstrações dessa natureza. O São Paulo em temporadas anteriores perdeu atletas. O Dagoberto foi embora para o Inter (no fim de 2011) e o São Paulo não ficou chorando. O São Paulo agiu absolutamente dentro da legislação esportiva", comentou Aidar, dando de ombros para a choradeira de Nobre e pondo fim a qualquer possibilidade de discussão amigável entre as partes.

Na última segunda-feira, Paulo Nobre confirmou que Alan Kardec estava fora do Palmeiras e criticou o modo como o São Paulo entrou na briga pelo jogador. O dirigente disse que o clube do Morumbi faltou com ética por não ter esperado o clube encerrar a negociação, que segundo ele estava quase concretizada. Nesta terça, Aidar se explicou e defendeu a postura são-paulina.

BRECHAS

"O São Paulo obteve informações de que o estafe do atleta estava aberto para receber propostas. Quando o pai do Kardec abriu a perspectiva, nós procuramos o Benfica e acertamos o valor do contrato, que é de 4,5 milhões de euros (R$ 14,3 milhões) para o pagamento a vista", resumiu. "Não houve quebra de ética em hipótese alguma. Eu me pergunto onde está a falta de ética em fazer uma proposta para um atleta que não renova com o clube. Eu me questiono qual o problema em falar com o Benfica se o Palmeiras não se acertou com ele."

Apesar de admitir o acordo com o Benfica, dono dos direitos de Alan Kardec, o São Paulo ainda não acertou os termos do contrato com o atleta. Pelo menos foi o que garantiu Aidar, que disse esperar uma definição ainda nesta terça. No fim de sua entrevistra, ele voltou a atacar Paulo Nobre.

"Com o Benfica já nos acertamos, com o atleta, ainda não. Fizemos a proposta e esperamos a resposta. Entendo que a coletiva do presidente Paulo Nobre foi puramente juvenil, pueril. O caminho do choro é o caminho mais fácil para se justificar perante a torcida. O choro não vale no futebol", disse. "Time grande briga pela permanência dos seus atletas."

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